domingo, 27 de setembro de 2009

Virtuais


Vertigens e delírios por entre carências...
Este têm sido o caminho que te encontro
Ambos perdidos no mundo das sombras...
Onde tudo se dilui vertiginosamente!


Quem pode amar a vida inteira?
Quem poderia ser eterno nesse mundo?
Onde tudo se perde no precipício escurecido...
Alaridos de eu te amo ao infinito...


Somos os mais solitários simplesmente
Somos os mais necessitados de gente...
Escondidos sob os monitores silênciosos...


Percebendo os que se bastam nisso tudo!
Mas para nós felizmente! Isso é pouco vêemente!
Queremos muito mais que virtualidades vazias...


Nuwanda...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Palimpsesto


Sinto que já não ando mais entre vocês.
E que tudo em mim é diferente...
Diferentemente do que se possa entender
Escrevendo agora provisóriedades de mim...


Quem era aquele que se levantou esta manhã?
E que atravessou este dia tão difícil?
Já não é este que escreve agora...Certamente.
Porque insisto com coisas tão vazias?


Em nome de um Deus em que não acredito!
Em nome de objetivos tão sem sentido!
Sou apenas carcaça entre carcaças!


Como não se arrogar diante do que vejo?
Ser humilde entre medíocres?
E lendo o estranho que eu sou! Digo:


...


Nuwanda...?!?

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Distante...


Reler-me sempre me foi tão estranho,
Cada palavra, cada sílaba!
Estranhamente como não consigo! Entender-me...
Profundidades tão distantes de mim...


Surpreendido por mim mesmo!
Eis aquele que talvez nunca se entenda...
O dito desdito! Desmorona sobre simples perguntas!
De não saber o porquê de nada...


Dias que passam-se agonizantes em mim
Talvez seja tudo um sonho sombrio...
Pois quando sonhamos nada entendemos!


E me agarro a pensamentos dos mais diversos!
Tornando esse caminho ainda mais sinuoso!
E se afastando de mim tristemente...


Nuwanda...

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Raizes


Perguntas tolas ou sérias
Ainda perguntas em minha mente...
Novamente sozinho andando a esmo,
Acometido por delírios
Por perguntas sem fim...
Desmoronando sob seu peso desconcertante ...


E mesmo agora trilhando sobre areias
Não existem passos a seguir...
Apenas miragens e meríades de todas as cores
E mesmo sozinho e ferido,
Ojerizo a mim mesmo! E toda danação que crio!
E o vazio me retoma nos braços...


Raízes! Nunca devemos arranca-las por completo!
Desenraizado! Desnudo de vida...
Uma vez arrancadas perecem instantâneamente...
Não é essa a graça da vida? Tudo perecer?
Mas aqui agora não é o riso que toma meus lábios
Mas o silêncio de quem têm raízes mortas nas mãos...


Nuwanda...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Pedido...


Quem pode atender o impossivel?
Ou assinar a própria sentença de morte?
Quem se sujeita a ser segunda opção?
Amar desmedidamente? Suícidio?
Não me peça o que não posso dar-te!
Entregar sem luta o que amamos!
A mercê de momentos alheios...
Na espera do que possa acontecer? Impassível...
Arranco agora a pele de meu corpo!
Veja! Observe minha própria alma!
Desnudo te mostro meu ser! Contrariado!
Tens a adaga em tuas mãos...
A escolha será tua!
Enfia este punhal sagrado agora!
Sem pena sem misericórdia!
Mate-me! Mas que seja rápida! Indolor? Não sei...
Mas não me peça a espera impossível...

(...)

Deveras sei bem...
Encontrei-te na pior das horas!
Mas que outra hora haveria de ser?
E na tua confusão...
Encontrei-te perdida...
E no teu perder-se entre os teus fantasmas reais...
Me achei enfim...
E na minha inocência vislumbrei universos sem fim...
Agora parado frente este caos!
Grito a plenos pulmões! Escuta-me!
Se eu posso mover as montanhas da terra!
Se posso ir do céu ao inferno mil vezes por ti!
Posso tudo! E na tua encruzilhada...Não posso nada...
Então! Brado novamente!
Enfrenta teus fantasmas!
Move o mundo por mim porque sei que pode!
E no momento sublime do existir...
Faz a tua escolha...
Sem que me deixe aqui na espera...


Nuwanda...Enlouquecendo...

Perguntas?


Porque segues sozinho ó viajante?
Andando de olhar grave na escuridão?
Passos pesados marcados com bater de teu coração.
Ritmo triste e descompassado quem és?


Porque ages assim?
Com o orgulho desmedido?
Transbordando todas as taças...
Ferindo gravemente com tuas palavras?


Viajante! Teu caminho leva onde não quero ir...
Para! E reencontre teu trilhar...
Não pelo temor do que te aguarda...


Olha ao teu redor homem da escuridão...
Tem alguém que te espreita e te jura amor...
E se teu coração esta repleto por ela...


[Por que não se entrega?


Nuwanda...

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Guerreiro!


Tenho que ser forte pelo que esta por vir
Preciso me reerguer o mais rápido possível!
Guerreiro ergue tuas armas!
Enfrenta teus desafios mas sem reforços!


Sozinho o brandir de tua espada pode ser mais afiado!
Sozinho tua força a de ser mais destrutiva!
Não pode tirar a vontade do combate.
De outros estranhos que não tu!


Seja forte guerreiro!
Aprenda a lutar na dor!
Se erga das quedas de tuas falhas!


Seja cruel e impassível!
Não te apiede de ninguém!
Nesses combates contra fantasmas...


Nuwanda...Cercado de sombras...

domingo, 6 de setembro de 2009

Lamento


Desassossego rasgado!
Escancarado no rosto!
Encravado na alma!
Sentindo os extremos...


Berrando desesperado!
Palavrões inúteis!
Ranger de dentes!
Ferrete sob a carne...


Indo embora...
Querendo ficar...
Demasiadamente contrariado...


O mais terrível dos céticos!
O mais descrente dos homens!
Apelando pela providência?


[nada pode expressar esse momento...nada!

Nuwnada...pQp

A m o - t e ...


Amo-te da única forma que posso amar-te!
Amando-te na plenitude do meu desejo...
Amo-te da única forma que sei amar!
Amando-te sem medidas paradoxos que crio...
Amo-te ainda mesmo quando te odeio!
Amando-te nas conjecturas de teus juramentos...
Amo-te simplesmente como a cada dia merece!
Amando-te na reciprocidade que ensejo...


(...)



Idealizando um sonho de amar...
Nos cegamos ao que se pode encontrar,
Num desmedido sofrimento trilhar,
Do te amar sem teu amor encontrar...

[dentro do egoísmo do meu querer...
Nuwanda...

sábado, 5 de setembro de 2009

Transpassado


Amores Incontroláveis...
Perpassando-me como setas em fogo!
Como tentei esquivar-me de cada uma delas!
Mas com esta dor em meu peito...Não fui tão rápido


Alma crivada por completo!
Transpassado na mais profunda das dores...
Ainda assim amores?
O amor? Talvez seja demonio afinal?


Arrasado e despedaçado!
Da forma mais sútil e delicada...
Mas não dou viva aos eufemismos...


Se essa dor me invade assim?
Arrancando de mim apenas magoas...
Porque ainda não deixo de amar-te?


Nuwanda...

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Invertido


Procuro agora as palavras mais perfeitas!
Mas percebo que esta sendo tudo em vão!
Quais palavras poderiam expressar um doce acorde?
E entre veias e artérias percebo tudo estremecer!


Que os ossos se partam!
Que os vasos jorrem o rubro sangue!
Colapso cerebral!
Coração vertiginoso e desordenado!


A paz nunca será feita para mim!
Nem um dia sequer! Jamais!
De um extremo à outro novamente!



Agora em meio a todo esse caos!
Aquieto repentinamente...
Idealizando sonhos escondidos...


Nuwanda...Observando.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Delírio


Sozinho em madrugadas idas
Me vejo falando entre sonhos,
Relembrando antigos versos esquecidos,
Que me levam até tua imagem em vertigens...


Dizem que tudo pode ser um delírio!
Dizem que juras são feitas para findar!
Dizem que amar é feito para sofrer!
E no no mais ensandecido pulo cair...


Que o ferrete arda em brasas então!
Marque a carne sem hesitação!
Queimando menos que meu coração...


Nada importa os dizeres,
De quem talvez nunca amou...Nunca nasceu!
Quero delirar! Morrer! Sofrer e Voar!



Nuwanda...L O U C O,

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

"Red"


Nas madrugadas sem fim...
Entre fantasmas de outrora,
Esbarro em você doce senhora
E mesmo descrente vejo-te em silêncio...


Por entre barras de ferro!
Incontáveis cadeados de aço!
Muralhas da mais pura rocha!
Mesmo assim te olhei...


Em meio a perguntas e "quase" respostas
Nas entrelinhas do insondável...
Vejo-me frente a teus muros!
E olhando tal estrutura pergunto-me:


[Que muro segura os que tem asas?


E frente a tantos gritos de alarde!
Nossas ausências já se misturam...
Entre dores que já se consomem...
Sob os auspícios da cor escarlate...


Nuwanda...Confuso.