quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Via Láctea


E se tudo, simplesmente tudo
Aquilo que acreditamos como real
O mais profundo sentido de nós mesmos
Se tudo for mentiras sob mentiras?

Nossas mais profundas verdades
Nosso elo com esse mundo
E se nada existir por nossa causa?
E se nada possuir proposito maior?

Um existir simples e vazio...
Recheado de sombras e névoa...
Que cega tudo que vemos, que somos?

Transfigurados de nós mesmos
No caos de um universo dissonante
De um Deus inerte e ausente?

Nuwanda... (Exílio...)

( "E eu vos direi: "amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas". Olavo Bilac )

Até as pedras existem!


Todos sonhamos ser alguém!
Com um sentido de pertencimento
Encontrar alguém que valha a pena
E juntos eternizar o sentido de existir!

E nesse sonho tão real!
Significamos nosso ser
Vivendo assim felizes...
Um universo com propósito!

Até acordar desse sonhar
E perceber que nada faz sentido!
Além daquilo que propomos ter

E não somos ninguém!
Pedras que ousaram sentir!
No existir vazio da efemeridade...

Nuwanda... (Pedra)