sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Mal..Dito


Sinto o medo do futuro que há de vir
O desconforto que anseia dentro do peito
Essas dúvidas que remontam esse devir
Castelo de ternura todo dia desfeito...


Tenho o olhar grave entumecido
Agonias que apenas eu posso ver!
Sou sozinho! Sou sozinho! Sempre fui o banido...
Pobres coitados em fortalezas a derreter...


Abatido por sentimentos que me calam
Vozes inauditas que sentem e não falam
Sou o demônio que afasta o divino...


Sangue é o gosto que em mim se espalhou
Dissabor desta vida que em mim se fechou...
Neste maldito excremento que chamam de destino.



Nuwanda.

domingo, 3 de outubro de 2010

Cativa-me


Terá alguém alguma vez!
Amado nesta vida?
Por que para amar temos que,
Prender? Desconfiar? Dominar?
Será o medo de que se escape?
Amar para sempre existe tal coisa?
Amar! Amar! Pode amar os egoístas?

(...)

Em teu amor encontrei
Algo que tinha me escapado
Como água por entre meus dedos...
Amar é libertar! Cativar! Não aprisionar...
Pois o amor não tolera prisões, não!
Quem poderá amar-me da forma que desejo?
Me querer sem grades! Sem prender-me
Sou pássaro que voa sublimando desejos
Esses os mais loucos... Cativa-me...



Nuwanda...Fluído