quarta-feira, 26 de novembro de 2014



Quem pode escutar os nossos sussuros?
Quem sabe se dar entre nosso olhar?
Chuva de versos nas declarações ocultas
No silêncio entre barulhos de tantas vozes


No piscar dos teus cílios
Convite deste mergulho em ti
Na empatia dos que não precisam falar
No incêndio dos corações dispostos...


Óh! Doce linguagem que não requer palavras
Nada! Nada! solidão repleta de cores
Arco iris nos teus olhos...


Perceber...
Permitir...
Transgredir...


Nuwanda.  Pode olhar? Vê...

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Éthos




Para quê escrever as mesmas coisas
As mesmas mágoas e desenganos
Perceber através de linhas dispersas
Que nada muda no final?


Não posso esconder-me do que sou!
Ser sozinho no abismo de mim mesmo
Na tentativa frustrada de todos os dias...
Alma inquieta das escolhas tristes penitente


Cercado pela miséria dos que me rodeiam
Nos pesados grilhões da ignorância
Almas abarrotadas das promessas de salvação


Nas verdades deste mundo inexisto...
Marginal escondido nos rótulos do permitido
Na apatia que em mim se espalhou.


Nuwanda...

sábado, 10 de maio de 2014

A flor que nunca te dei


Sonhei certa vez com flores de anis
Belo presente para promessas de um infeliz
Lírios tão belos como os olhos teus
Narcisos presos entre a ira de deus...

E nosso amor nunca foi tão florido!
Chuva de rosas e corações acendidos...
E tudo é luz nas pétalas dos girassóis
Felicidade incontida entre os rouxinóis!

E acordo deste sonho tão bonito!
Ilusões entre devaneios benditos...
Dou-me conta dos meus inúmeros fracassos!

Lembrando-me desta flor que nunca existiu... Fico contente!
Nas tempestades de nosso amor sobrevivente...
Sentimos as cores e os perfumes de todas as flores...


[Impregnado em nossos lençóis...]

Nuwanda.



terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Sonhos

          

A você
Nesta vida eu ando a alentar
O desterro dos meus sonhos a morrer
Que pelo caminho vejo-os ficar
Cada um dos meus anseios adormecer

Desespero de comigo não os ter
Na angústia de procurar e não ver nada!
Perdido sem luz, escurecer...
Castelo de sonhos em derrocada!

Na agonia de encontrar o meu destino
Ser crente penitente, cristalino!
E que ao fingir nem a mim posso enganar...

Invoco o sonho e levanto os braços
Minhas esperanças! Ó desatino! Cansaço...
Sem alento no definhar dos vivos...


Nuwanda? Sonhador?