quarta-feira, 23 de março de 2016

Devir



Procuro em todos os lugares
Sinais que mostrem o futuro
Nesse devir que tanto almejo
Nas placas dos carros, combinações
Segredo escondidos que determinem 
As mudanças que estão por vir.

E sonho...
Sonho...
E sonho novamente...

E em todo o meu ceticismo de outrora
Transmuto-me e vejo nascer em mim
A fé que há tanto tempo perdi
E assim acredito!

Nas mudanças...
Mudanças...
Possibilidades...

Você fez nascer em mim um novo ser!
E as montanhas mudarão de lugar!
Porque entre nós existe o que poucos
Acharam ou encontrarão um dia:
Reciprocidade, cumplicidade, amor...

Nuwanda... (Além das reticências)


segunda-feira, 7 de março de 2016

Reescrita



Queria escrever novamente
Os versos puros de outrora
Destruindo as jaulas sem demora!
No transbordar deste azul crescente!

Erguer as armas! No bom combate vencer!
Sair das sombras e na luz ser vida...
Não sobrar sequer um instinto suicida...
E de mãos dadas assistir o alvorecer!

E sigo assim capturado
No sofrimento abnegado?
Nos sonhos que quero agora!

E entre os versos que não mais escrevo!
As palavras! Os sentimentos! Circunscrevo...
Todas as palavras do mundo beijando tua boca!

Nuwanda! Sobrevivente nos teus olhos...