sábado, 31 de março de 2012

Longe sobre as montanhas



O tormento das mesmas coisas
Que rasgam a carne por dentro
Dilaceram as vontades e desejos
E as palavras tomam o mundo vivido
E tudo torna-se igual sem gosto...

Talvez a hora de parar
Não escrever sequer um pensamento
Talvez a felicidade de não pensar?
Nesta noite insone desejo o sono
Sono em vida na paz que nunca quis..

Sufocar essa vontade mórbida
Que sufoca e aquece paradoxalmente
Nascido em uma época errônea, insuportável...

Solidão na multidão
Corações envaidecidos
Nas bençãos da divina da ignorância...

NUWANDA

quinta-feira, 29 de março de 2012

Velas negras



Como esses dias de silêncio sufocam
Aperto no peito e coração gélido...
Preciso respirar profundamente
Não existe ar suficiente agora...

Sobre minha cabeça as velas negras
Erguidas pela arrogância incompreendida...
E neste veleiro solitário...
Sob o mastro que me leva... Solidão.

Dai-me teus pedaços!
Deixa que tua boca seja meu ar enfim...
Na antropofagia de se iludir... Devoro-te...

Velas negras! Tempestades! Não se vão!
Ainda vivo! Mesmo sem tua boca!
Seguindo sozinho entre verdades de demonios...

Nuwanda... [desafios de escrever quando se está "vazio"]