segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Silêncio


No silêncio te escutei...
E pude entender afinal
Palavras de nada adiantam
Vozes que não dizem nada


Quieto
Silenciado
Aflito
Reflito

Só no calar
É que posso te falar
Não haverá mais dúvidas
O amor não tolera falásias


No silêncio sou réu confesso
Cativo em ti
Talvez eu não possa cativar
Malditas palavras!


No silêncio!
Me fale o que quero ouvir...
Assim verás de que sou capaz
Além destas tolas palavras


E neste caleidoscópico sentir
Tudo será como deve ser
Simples...
No silêncio cortado por sons...


Que só eu e você podemos e queremos ouvir...


(...)ouvi?



Nuwanda



sábado, 27 de setembro de 2008

sussurros





Minha voz...
Tua voz...
Quebrando este silêncio
Frequências de sonhos incontidos...






Minha voz penetrando docemente ao teu ouvido...
Respirações que se misturam às palavras
E falam o que por vezes temos medo de dizer...
Confissões ao teu ouvido...


[(...) escuta?






Minha voz...
Tua voz...
Miscelânea de teu corpo em meu corpo...
Oh! linguagem! Que não se pode mentir!






Por tua voz! Sou cativo de ti...
Nossa voz em tom uníssono!
Promessas feitas ao teu coração
Nas mais diversas formas de linguagem...




(...)Quem pode dizer que não é real?
.
Nuwanda












Bendita...


Oh! ilusão!
És dona de tudo!
Quantas vezes já te ofereceram preces?
Mesmo sendo tão boa?


Só podem viver graças a ti!
E mesmo diante de tal ingratidão
És tão generosa!
Só vivem por sua graça!


Logo! Resta a mim!
Que sou tão pouco agraciado por ti
[será...
Te fazer este agradecimento!


Neste mundo maldito
Só tu podes conceder vida!
E a ti rogo esta prece
Oh! Ilusão doce ilusão!


[ os outros? estão ocupados a usufruir teus benefícios...



Nuwanda?


sexta-feira, 26 de setembro de 2008

E(ss)ência


Versos escritos a respeito do existir
Existe assunto mais pertinente?
Fico a observar cada vida, cada gesto...
Porque têm tanto sentido o outro?
Ao mesmo tempo este sentido
Se torna o mais amórfico existir!
Sem graça, extremado em mediocridade
Vendo mais de perto, quantos vícios!
Vidas suportadas sob tantos subterfúgios
Dos mais banais aos mais "sofisticados"
E quanta perda de tempo...
Como estivéssemos em uma vitrine
Querendo que nos vejam...
Quem sabe nos levem?
Quantas camadas de tinta pudemos suportar?
Vivendo de pensamentos de outrem...
Quem me importa?
É o meu experênciar minha verdade!
É a minha e(ss)ência!
Quantas frases coladas?
Tentam me apresentar mentiras...
Como se verdade fossem?
Mas já tenho minha verdade!
Já possuo o meu existir!
Que me importa!
Se para vocês não é sensato?
Sou corpo estranho em meio a vocês...


[à minha e(ss)ência sou compreendido...


(...)ou não...


Nuwanda


quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Escuta-me!


Tua alma já me escutou...
Resta-me que teu corpo me escute!
Ensandecido!
Sentimentos capazes de destruir um mundo inteiro!
O que fará com um simples "ser" humano?



Não existem mais dúvidas
Quando se ama!
Nem se consegue mais dormir...
Na intensidade dos mais insanos pensamentos...



Não quero mais usar palavras
Elas não te dizem o quero dizer...
Quero é um olhar!
Um gesto! Um silêncio...


[um toque...



Que teu corpo me escute!
Que necessite de meus afagos
Assim como minha alma...
Nece(ss)ita da tua...


[somos réfens...


Nuwanda!!!!!!!!!!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Moça


Novas formas de amar
O advento de um novo amor!
Uma que perpasse o real!
Que seja verdadeira...

Tolo! Arrogante! Amante?
Não se condiciona o amar
Amar se resumi nele mesmo!
É força incontrolável!

Nem você nem eu...
Não se pode controlar uma coisa assim!
Mas é um amar distinto...
Isso eu sei...

Não quero mais questiona-lo!
Nem querer mensura-lo
Quero agarrar cada segundo
Guardar o máximo que puder desta chama voraz!

Então sempre haverá tempo
Tempo eterno...
Sempre ao teu lado...
És bendita entre mim...

[que seja egoísta...

Me sinto assim
Um garoto inseguro
Frente a tal poder...
Mas ouso encarar em teus olhos...
E nada dizer...

[não haverá mais perder...

Nuwanda!!!!!!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Tua mão


Angústia vivida a cada segundo
Sentida na pele! Na alma!
A cada dia mais e mais isolado?
Nauseado! Angústiado!

Sem sentido de existir...
Cansado de ser sempre o "bem" quisto
Quero virar a mesa!
Quero impor a minha vontade!

O que eu quiser!
Que tudo vire cinzas! Que pegue fogo!
Andarei em meio aos destroços...
Não quero mais pedir licença!

Nem por favor!
Muito menos ajoelhar!
Nem agradecer!
Quero protestar! Gritar! Sublevar!

Não mais sentir medo algum!
Nada mais é imoral ou errado!
Nenhum valor! Serei criador de meus próprios valores!
Uma força que esta além de mim!

Seguro uma mão...
Não estou assim tão sozinho assim
Como estão a julgar...
Seguro a mão de um ser imortal!
.
Uma deusa in-constante!
Para[doxa]lmente sempre presente...
Nesta ausência me fortaleço!


[ por você aquieto...

[ ou não...

.
NUWANDA!!!!!!!!!!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Supernova!


O amor?Novamente?
Achei que já tinha te vencido...
Mas és assim, súbito e inoportuno
Mas quem sou eu para te mandar voltar?
Sê bem vindo! Oh amor! Oh ilusão!
Será que és algo exterior a mim?
Porque te sinto assim?
Como força voraz que vem de dentro!
Uma super nova da minha descrença!
Desmoronando toda minha sensatez!
Vem! Vem! Te recebo assim!
Assim como tu és!
Imperfeito! Insensato! Verdadeiro?
Vou te amar!
Assim como tu és!
Já tinha pulado antes de você chegar...
Agora começo a te entender...
Quem mudou?
Você ou eu?
Já estou mais louco que você...

[...já não me pergunto mais...
.
Nuwanda!

escombros


Encarar o futuro!
Olhar em seus olhos
É o que faço de melhor?
Ver além de suas mentiras


[ilusão?


Desconectado de mim
Até quando posso resistir?
Pensamentos tão abissais
Este pensar não me pertence...


Dividido em inúmeros "eus"
Em conflito interior
Quem sairá o vencedor?
O que restará quando tudo passar?


Andarilho vacilante
Guiado por astros inconstantes...
Não há porto, nem exílio
Só escombros de mim mesmo...


[...what is happening?


Nuwanda!








domingo, 21 de setembro de 2008

Quintessência...


Em queda livre
Sozinho em meio ao caos...
Prolongo minha mão em meio ao nada
E paradoxalmente percebo você


Minha mão
Em tua mão
Meu olhar
Em teu olhar...


Duas lótus
Nascidas da lama
Mas, agora é nossa vez!
Desabrochar e nos auto afirmar!


[Como a lótus que se auto-repele!


Em nossa queda?
Muitos temem este estar
Será que estamos mesmo a cair?



Além do sentir
De quaisquer sentidos...
És minha quintessência!


[como eu sou a tua...


Nuwanda


sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Caos


Que te importa o sofrer?
Se estas tão feliz...
Será que têm o que comer?
Projetos que não interessam a ti

Simplesmente não olhar
Passar, atropelar
Simplesmente comover
E depois se esquecer...

Este caos não têm valor
Se encerra na própria dor
Já que estais tão bem ai...

Neste caos
Nesta dor
Só existe o desamor...

.

Nuwanda

Tudo de mim...


Amar é dar tudo de si...
Se entregar sem medo
Idealizar a maior perfeição
Ver só o que se quer ver


Amar é dar tudo de si...
Sem nada querer
É ser marionete
Estar à mercê do outro


Amar é dar tudo de si...
Escravidão!
Sofrimento!
Contentamento?


Amar é dar tudo de si...
Puderás ser de outro jeito?
Creio que não...
E talvez assim é que deva ser...


Amar é dar tudo de si...
A você te dou tudo!
Meu ar!
Meu existir!


[minha loucura guardo pra mim...


Nuwanda

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Desprezo


Perante teu olhar sou louco
Enlouquecido...
Diferente de tudo que você entende
Só há perplexidade em seu olhar


Me levanto com desdenho
Estou a rir...
Mesmo que você não veja
Ensandecido...
.
Tenho pena de vocês
Nunca verão o que vejo!
Só eu posso encarar a verdade
Você não resistiria...


Fique em seu baile de sombras
Os espelhos serão tua companhia
Desprezo é o que terá de mim
Mundo tolo! Fique com ele!


Este poema é tudo que terá de mim!


nuwnada

Restos de mim


No mais profundo sentir
Palavras brotam do nada
Virulentas! Querem preencher este vazio...
Mas, nunca o bastante...


Destruir tudo a minha volta
É o que me resta...
Paradoxos sem fim!
Paradoxos de mim!
É o que encontro pelo caminho....


Versos saturados de um vencido
Caído em mil pedaços...
Recolho o que me sobrou
Olham sem entender e menosprezam
[ eu sei...


Mas há tanta força!
Com o que me sobrou
Nada mais brilhará como antes
No front! Frente ao inimigo estou!


Amor! Demónio voraz!
Já não me amedronta mais
O que "re"construi de mim
É mais do que podem julgar!



Nuwanda

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Contra a maré


Quantas vezes nos sentimos sem forças?
Ou quantas vezes não há mais esperanças?
Quero fugir de mim!
O mais longe possível!
Quem não haveria de querer?
O mais distante! Milhões de anos luz!
Estar perto de nós...
É enfrentar tormentas sem fim!
Oceanos de problemas!
Temos que ser sempre fortes!
Mas nem sempre há forças suficientes...
Temos que chorar também...
Nos esvaem as forças
Pois estamos contra a maré...
Eu e você...


.
Nuwanda

Tão distante...


Aqui tão distante de você
Oceanos de saudades a nos separar
Te tenho como doce lembrança
Que não me deixa te esquecer
Nem deixar de te amar...

Tão distante...
Mesmo assim te sinto aqui
Comigo agora nestas simples palavras
Sim! você esta aqui!


Na tua certeza!
Quero viver embriagado de amor
E viver entorpecido de desejos!
E você será a minha verdade absoluta!


Te amar sem medo!
Te amar além de quaisquer valores!
Seremos deuses criadores!
E todos invejarão o mais belo dos amores...
.
Na floresta escura
Em meio a névoa fria!
Na casa da colina...
Lá te esperarei...
[nas asas desse amor
.
Nuwanda



sábado, 13 de setembro de 2008

Banquete


Saber viver!
Quem saberá?
viver é uma arte!
Da qual sou o maior dos leigos!
Oh! banquete louco e efémero!
Todos somos convidados a dele participar
Mas nem todos têm ousadia de aproveita-lo!
Deste banquete eu quero tudo!
Até a última taça!
A última gota!
Me embriagar de amor!
Eu e você a brindar entre inúmeras delicias!
Assim deveria ser
O tão complicado viver...
Deste banquete louco!
Que é o viver...


.
Nuwanda

Até onde?


Até que ponto você não quer olhar?
Até onde foge da realidade?
A cruel, doentia e nauseante realidade
Até que ponto você consegue olhar?


Fugimos do real, eu sei
Pois também fujo, também me acovardo!
E como nos faz mal olhar
As veias abertas deste cadáver putrefacto



Por isso nos enganar
Por isso nos esconder
Por isso nos entregar
Logo é válido acovardar!



Chega um ponto em que devemos lutar!
Escancarar o real para que todos vejam!
E não mais compactuar com essa injustiça!



Nuwanda

Conflito de gerações


Se vocês pudessem ver?
Como minha geração se vendeu!
Como nós encolhemos na buscar do ter
Suas esperanças, sua luta de nada valeu!

Como era forte tua geração
E que envolvimento despreendido!
Eram guerreiros com coração!
Se lançavam contra o destino destemidos!



Eis minha geração:
Relações reduzidas ao dinheiro
Como temiam a tanto tempo
Mercadorias nos tornamos!
Nada mais sincero acalentamos...



Acho que eu não nasci no tempo certo
Meus valores não conjugam!
Queria ter lutado ao lado de vocês!
Pois agora todos são surdos ajoelhados
Um capturado é o que sou!
Exilado em mim mesmo...
Em uma nação de ignorantes!



Nuwanda

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Teu perfil


Hoje me deparo com sua beleza
Fico a imaginar no que esta a pensar
Uma tristeza incontida...
Dentro de uma pessoa tão linda...
Ninguém pode ver você assim...
Do modo que te vejo...
Vejo além daqueles que te compram
Com elogios baratos...
És divina em corpo de mulher!
És beleza além do que se pode ver!
Pois tua beleza ofusca o olhar
Mas, eu te vejo por inteira...
[ e só eu te vejo assim...


.
nuwanda

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Paradoxo


A vida mais uma vez!
O que quer me dizer?
Que quer de mim?
Fale comigo abertamente!



Desse modo só vai me angustiar
O que já tem feito até demais!
Me diga o que quer?
Me ajude a te ajudar!
[ou me ajudar?



Sei que sou força sem propósito
Mas se não me guiar
Minha força de nada valerá!
É o paradoxo de mim...



Cometa sem destino!
Fogo que não aquece!
Amor incompreendido!
Prece a um Deus vazio!



Nuwanda



















quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Olhar você


As vezes saio de mim...
Pairando na marginalidade do existir
Quando faço isso, tudo é um risco
Pois, posso ver a vida de um jeito diferente
Um jeito perigoso desprovido de qualquer ilusão



As vezes saio de mim...
Observando tudo a minha volta
Será que também observo a mim mesmo?
Tudo lento e silencioso
Posso perceber cada olhar



As vezes saio de mim...
Qual o sentido de viver?
Olho você, seu olhar perdido no tempo...
E sinto todas suas angústias e esperanças
E posso ver além do que você vê...

E quando saio de mim!
Tudo acontece ao mesmo tempo!
Nada mais é racional
E em meio a devaneios enlouquecidos...
Paro em seu olhar!
E me perdendo nele, sou intimado a regressar



E percebo que te olhar é encarar um espelho...
[ por isso fujo tanto de você...




Nuwanda




Sempre falando por mim:


Tradução de Francisco Otaviano.

.

À M.S.G.

.


Beijar o nácar, que te acende os lábios,
seria para mim prazer divino;
mas eu desprezo os risos da fortuna,
que podem profanar o meu destino.

.


Feliz de mim se repousasse um pouco
sobre o teu níveo seio que palpita:
mas fere a maldição os meus desejos,
a paz voara e te deixara aflita.

.


Em silêncio nasceu, cresce em silêncio,
este amor infinito, único, eterno.
Irei agora, abrindo-te minha alma,
exilar-te do céu, abrir-te o inferno?

.


Não, oh meu anjo, além escuto o eco
da maldição da nossa sociedade;
ouvi-lo, sem corar, não poderias,
expire pois a nossa felicidade.

.


Qu'importa o fogo que em meu peito lavra,
qu'importa a febre que me rói a vida,
se a tua correrá serena e pura,
de prazeres somente entretecida?

.


Roubar teu coração à paz dos anjos,
e nele despargir os meus amores,
oh! fora um crime, um sacrilégio horrível;
para puni-lo não houveram dores.

.


E, pois, para livrar-te ao precipício,
adeus, meu anjo, fugitivo corro:
rocem embora os teus, os lábios d'outrem,
será breve o penar, porque já morro.

.


Sim, agonizarei talvez bem pouco,
porque meus dias 'stão pedindo graça,
oh! para possuir-te, afrontaria infâmias,
porém não tua desgraça.

.


Ao menos ficarás de um crime isenta,
o porvir para ti será de flores;
qu'importa que minha alma se torture,
se tu não sofrerás por meus amores?

.


Lord Byron

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Poeta?


Depois de profundo impacto...
Que me destruiu por completo!
Me pûs a colocar versos num papel
Não sabia o que estava a fazer
Não sabia se era poesia
Nem me via como um poeta
Aliás, conceito que sempre me inquietou
Talvez devido a carga genética
De preconceitos sem fim...
No inicio um desabafo!
Mas que se transformou em vício
As palavras tinham pressa de sair!
Talvez pelo tempo a tanto contidas?
Talvez por isso a facilidade em escrever?
Sou poeta não por escolha!
A escolha não foi minha...
Sou vítima das palavras e dos sentimentos!
Não controlo as palavras...
Sou manipulado por elas
Elas tem seu próprio ritmo...


.
Nuwanda

Ainda uma esperança...




Perdido em meio à sombras...
Andando em círculos
Tentando me agarrar em algo
Algo que seja real...
.
Mas, por mais que procure...
Só me agarro em ilusões!
E na ânsia de um abraço
Termino abraçando a mim mesmo!
.
Até quando?
As vezes nos toma o cansaço!
E agora meu lado mais triste
Toma conta de mim...
.
Viver sem esperanças...
Sei que não é possível!
Mas o que fazer quando só há sombras?
Nada é real, porque não consigo?
Me enganar...
.
Mas existe alguém
Um gigante!
E fico a olhar em seus olhos...
Como pode existir tamanha força?


Em breve surgirá minha antítese!


.
Nuwanda

domingo, 7 de setembro de 2008


Imagem

Esta menina tão pequenina
quer ser bailarina.
Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.
Não conhece nem mi nem fá
mas inclina o corpo para cá e para lá.
Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os olhos e sorri.

Roda, roda, roda
com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.
Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.

Esta menina tão pequenina
quer ser bailarina.
Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir
como as outras crianças...

(Cecília Meireles)

Apenas hoje...


Nossas vidas! Enigmas incríveis!
Avassaladores segredos!
Vidas vividas uma vez!
Quem se importa?


Te amar até o fim...
E tudo a se esvair...
E eu te amar...
E logo vai passar...



Eles a nos olhar
Você a rir, e eu a te olhar...
Por teu amor me desfaço!
Ignoro a todos por completo...



Velocidade a nossa volta!
Insensatez frenética!
Tudo a girar sem sentido!
E nós aqui! Cada segundo o último...

.
Sei que só terei você hoje
Só essa vida, só esse beijo...
E o vazio voltará...
Mas não hoje!



Hoje não sou mais eu mesmo!



Nuwanda


sábado, 6 de setembro de 2008

Minha prisão...


Na pior das masmorras
No mais fundo dos abismos
Presso aos piores grilhões...
Acorrentado a paredes de pedra!



Sufocado em ar putrefacto!
Amordaçado por palavras vãs
Bradando a palavra desdita!
Desesperando! Gritos em vão....



Essa é a pior das clausuras!
Onde vive o pior dos carrascos
Ele é severo e insensível!
Essa prisão é o meu interior...


Mas por mais hermética que seja
Uma leve brisa conseguiu entrar...
Um sopro de alegria incontido!
Neste lugar tão sombrio...



Trouxe com ela um brilho suave
Que iluminou meu coração...
Que encheu meus pulmões!
Essa brisa e essa luz! A tanto esperada...



É você! Você que me salvou...




Nuwanda


terça-feira, 2 de setembro de 2008

Me veja!


Existe um desafio para mim
Fazer você me ver
Não como todos me vêem
Não como eu me vejo...
Mas ver como eu quero ser!



Alma injuriada
Que não se aquieta!
Que pondera demais sobre tudo!
Que deixa de viver...
Arrogante demais na maioria das vezes!



Me veja como o herói!
Como teu porto seguro!
Como aquele que os defeitos não importam!
Que meus poemas tolos sejam teus versos!
Que minhas palavras te toquem a alma...



Assim desta forma...
Você vai me ver como eu te vejo!
E só eu te vejo assim...
Como você é de verdade!
Sou vidente de você e de mim...



Nuwanda