quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Reino das possibilidades



Onde está este lugar encantado?
Este lugar onde tudo é possível?
Destino das viagens mais penosas?
Reino das possibilidades infinitas?

Será que todos nascem com esse devir?
Ser aquilo que poderia ter sido?
Ou não ser? E fugir do destino?
Amor ou desamor? Felicidade no desatino?

Ou tudo não passa de esperanças vãs?
Invernos tristes nas almas e corações combalidos?
Demônio que renasce todos os dias!

E neste final das coisas que poderiam ter sido!
Dou meu último brado aguerrido!
Oh! Coração! Meu coração! 

Nuwanda! (Tombado, frio e morto?)

Poetas?


Talvez esteja fadado a observar
tudo que já não pode mais ser visto.

Escondido sob as cortinas observando,
talvez esteja destinado a sentir tudo, 

todos os sentimentos em cada criatura
como se meus fossem, como um ladrão.

Deverás não possam sentir por si mesmos!
Ou será que eu necessito do sentir esquecido dos outros?
Em mim tudo se transforma em fogo e dor.
Rasgando minhas entranhas ininterruptamente,
talvez seja esse o destino dos poetas (...)
dos mártires de um mundo que não pode mais ver,
de um mundo que  não consegue mais amar,
dos que vivem e já não podem mais viver (...) e assim vivo! 

Não por mim, mas por todos que esqueceram
de viver de verdade... Mas são felizes...

Nuwanda?