quarta-feira, 25 de junho de 2008

Demônio

Tormento de se viver

Angústia de suportar

Que peso é esse a me consumir?

Que não me deixa em paz?

Essa vontade de ser mais do que me é possível?

Será? Egoísmo terrível? De viver de verdade?

Mesmo que seja por cima da felicidade dos outros?

O peso insuportável do cotidiano!

Demônio terrível!

Pra mim é tão pesado, que suga minha essência!

Me deixando em pedaços!

Exaurindo minha vontade!

Me fazendo parar...

Ambivalência?

Em mim é tudo caos e paradoxos!

Opostos!

A cada dia mais isolado, mais fundo...

Inascessível até para mim mesmo

Me falta tua mão

Teu olhar

Teu escutar

Mas será que ainda poderia me ouvir?

Me entender?

Tudo começa a voltar...

Logo quando achava que estava no controle!

Meus pensamentos agora são duas enormes ondas!

Opostas de enorme poder!

Entre elas esta uma velha casa

De estruturas fracas e vacilantes!

Onde eu estou a me segurar em suas débeis colunas!

Mas é só o que me restou...

Nuwanda


sábado, 21 de junho de 2008

Florbela Espanca

O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim
uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois
estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa,
violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade…
sei lá de quê!

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Te Quero

Não te quero senão porque te quero E de querer-te a não querer-te chego E
de esperar-te quando não te espero Passa meu coração do frio ao fogo. Te quero
só porque a ti te quero, Te odeio sem fim, e odiando-te rogo, E a medida de meu
amor viageiro É não ver-te e amar-te como um cego. Talvez consumirá a luz de
janeiro Seu raio cruel, meu coração inteiro, Roubando-me a chave do sossego.
Nesta história só eu morro E morrerei de amor porque te quero, Porque te quero,
amor, a sangue e a fogo.

Pablo Neruda

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Poetas de Amanhã

Poetas de amanhã: arautos, músicos, cantores de amanhã!Não é
dia de eu me justificar e dizer ao que vim; mas vocês, de uma nova geração,
atlética, telúrica, nativa, maior que qualquer outra conhecida antes -
levantem-se: pois têm de me justificar!Eu mesmo faço apenas escrever uma ou duas
palavras indicando o futuro; faço tocar a roda para a frente apenas um momento e
volto para a sombra correndo.Eu sou um homem que, vagando a esmo, sem de todo
parar, casualmente passa a vista por vocês e logo desvia o rosto, deixando assim
por conta de vocêsconceituá-lo e prová-lo,a esperar de vocêsas coisas mais
importantes. Whalt Whitman

H Thoreau

Procuro a verdade, pela qual nenhum homem jamais foi ferido.

Nietzsche

"Conheço a minha sorte. Alguma vez estará unido ao meu nome algo de
gigantesco - de uma crise como jamais haverá existido na terra, da mais profunda
colisão de consciência, de uma decisão tomada, mediante um conjuro, contra tudo
o que até esse momento se acreditou, exigiu, santificou. Eu não sou um homem,
sou dinamite".

Nietzsche

"Dentro de qualquer abismo ainda trago comigo a benção de minha auto-afirmação."

oração à vida



" Tão certo quanto o amigo ama o amigo,
Também te amo, vida-enigma-
Mesmo que em ti tenha exultado ou chorado,
Mesmo que me tenhas dado prazer ou dor.


Eu te amo junto com teus pesares,
E mesmo que me devas destruir,
Despreprender-me-ei de teus braços
Como o amigo se desprende do peito amigo.

Com toda força te abraço!
Deixa tuas chamas me inflamarem,
Deixa-me ainda no ardor da luta
Sondar mais fundo teu enigma.


Ser! pensar milênios!
Fecha-me em teus braços:
Se já não tens felicidade a me dar -
Vamos, ainda tens tua dor. "
Lou A.-Salomé 1880
à F. Nietzsche para ser musicado por ele.

H. THOREAU

Aqueles que não conhecem fontes mais puras de verdade, que não seguiram seu curso até mais alto, apoiam-se, sabiamente, na Bíblia e na Constituição, e bebem-na ali com reverência e humildade; mas aqueles que contemplam o lugar de onde ela verte para este lago ou aquela lagoa, arregaçam as mangas mais uma vez e continuam sua peregrinação até suas nascentes."

quarta-feira, 4 de junho de 2008

UTOPIA

"A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para caminhar".
Fernando Birri