domingo, 26 de agosto de 2012

Glória


Deixe-se encher por este sentimento
Mas, não transborde de contentamento
Mesmo que envolto em tristeza...
Pois o que é ser feliz plenamente?


Felicidade projetada aos quatro ventos!
Alegria concretizada nos holofotes
Felizes em meio a tanta miséria
Pobreza de todos os sentidos...Júbilo!


Oh Fortuna! Em teus braços só os mais egoístas!
Para quê! Divergir de tudo? Por que não ser feliz?
Salvação ou condenação? Corações de gelo...

Felicidade ou infelicidade
Tornaram-se questões de sensibilidade
Empatia ao mundo que te cerca...

E se, assim for,
Deixo a satisfação
A divindade para os egoístas...

nuwanda! Vivo.



quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Música



Nos meus olhos tristes
Em minha vociferada melancolia
Olha-me meu amor!
Não com o pessimismo de minhas palavras
Não! Elas nada querem dizer que já não saiba...

Escuta-me como doce melodia
Uma musica! Deixe que te toque
Faça-me sublime como as melodias!
Que nenhuma "poesia" jamais sonhou ousar!
E dance! Embalada em meu olhar triste...

E todos os dias tornam-se amanhecer de domingo!
Onde nós não sairemos de nossa alcova!

Ignora então! Meu realismo tão importuno
Pessimismo malogrado, incômodo!
Baila comigo em meio à loucura desta vida

E já não serei mais triste
Já não seremos sozinhos...

Nuwanda.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Adverso



Houve outrora a quietude?
A paz sossegada desta gente?
Equilíbrio desequilibrado dormente?
No conforto desta vicissitude?

Não! Jamais me foi concedido!
A quietude do mortos vivos...
Pois na adversidade sou combativo!
Miríades de sonhos descomedidos...

E me cerca esta gente!
Banalidades receosas, descontentes?
E o cotidiano me atomiza...

E acordo do sono destes tristes
E vejo que estou feliz estranhamente...
No descontentamento de minha alegria!

Nuwanda.