quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Futuro


Minha alma é só dor agora.
Nesse vislumbre de tudo que há por vir.
Nos intervalos de você...
Apenas o frio e a morte.

As lágrimas escorrem por dentro de mim.
E toda minha dor terminaria em seus olhos.
Mirar e desejar o azul infinito...
E choro novamente e novamente...

Perdido eu estou.
Embora saiba onde ir.
A solidão passa a ser meu caminho...

Futuro...?
Presente...?
Ilusões quando se está só...

...

Nuwanda. ( Aqui jaz o "poeta")

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Recíprocos



Não sou ninguém sem teu abraço!
Me desconheço sem teu amor...
Me contradigo me desfaço...
Tudo é difícil, tudo é dor!

E o que antes era certeza
Torna-se incerto novamente...
Verdades destruídas inexistentes
Onde sem você inexiste clareza

E todo o desejo! Todo o afeto...
Que na presença do teu ser se espalha
E de esperança meu ser torna-se repleto!

E sentimos as mesmas dores!
Cada segundo, cada gesto!
No alçar voo dos condores...

Nuwanda (recíproco)

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Príncipes e flores


Encontrar a mais linda flor.
Achar o impossível! Encontrar o amor!
Pulmões que voltam a respirar.
Lançar-se do abismo e sem medo voar!

E somos os mais felizes desse mundo!
As bocas mais beijadas nas madrugadas!
Onde todos dormem! todos dormem...
Somos o avesso! O paradoxo! Amor Fati...

E no mirar! Não se perder!
E no tocar! Surpreender!
Ser mais! Ser no outro, melhor...

E na intensidade dos teus beijos
Morrer... No acordar breve de mais um dia...
Pois em um segundo já não há nada...

Nuwnanda... (Perdido)

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Cavaleiro


Eu não quero a efemeridade das flores!
Quero o que não existe mais nesse mundo!
Quero aquilo que permanece, que perdura!
Quero o amor verdadeiro, quero senti-lo!

Por isso tanto sofrimento...
Tanta dor, tanta angústia...
É o querer que me traz o sofrer
É teu amor que dilacera meu riso...

E diante de tudo que se desfaz.
Verto as lágrimas pelo que sinto
Te amar sempre mais, ser mais...

Dilacerado em mil pedaços...
Visto novamente esta armadura.
Feita de desdém, de orgulho... De solidão...

Nuwanda. V.L.A.I...

terça-feira, 31 de maio de 2016

Desalento




Que me venha nesta noite novamente
Os versos mais escuros destrutivos!
Do devir miserável de tudo que é vivo
Ilusões do grande sonho de nada morrer!

E tudo que se sonha é poeira no ar!

Onde tentamos agarrar nesse curso tão sinistro
Para ver que tudo é vão! Divergente!
E choramos com o que poderia ter sido...

Nada mais torna-se fácil!

Nossos destinos destruídos
Artifícios das nossas próprias quimeras!

No chão olhamos como tudo é de verdade!

Alicerce dos sonhos em derrocada...
Entre os escombros ergue-se o muro da impossibilidade!

Raul...(Marginal)

quarta-feira, 23 de março de 2016

Devir



Procuro em todos os lugares
Sinais que mostrem o futuro
Nesse devir que tanto almejo
Nas placas dos carros, combinações
Segredo escondidos que determinem 
As mudanças que estão por vir.

E sonho...
Sonho...
E sonho novamente...

E em todo o meu ceticismo de outrora
Transmuto-me e vejo nascer em mim
A fé que há tanto tempo perdi
E assim acredito!

Nas mudanças...
Mudanças...
Possibilidades...

Você fez nascer em mim um novo ser!
E as montanhas mudarão de lugar!
Porque entre nós existe o que poucos
Acharam ou encontrarão um dia:
Reciprocidade, cumplicidade, amor...

Nuwanda... (Além das reticências)


segunda-feira, 7 de março de 2016

Reescrita



Queria escrever novamente
Os versos puros de outrora
Destruindo as jaulas sem demora!
No transbordar deste azul crescente!

Erguer as armas! No bom combate vencer!
Sair das sombras e na luz ser vida...
Não sobrar sequer um instinto suicida...
E de mãos dadas assistir o alvorecer!

E sigo assim capturado
No sofrimento abnegado?
Nos sonhos que quero agora!

E entre os versos que não mais escrevo!
As palavras! Os sentimentos! Circunscrevo...
Todas as palavras do mundo beijando tua boca!

Nuwanda! Sobrevivente nos teus olhos...