sábado, 30 de abril de 2011

Melpômene

Miragens por entre sombras de fantasmas idos
Vertigens entre sensações e desenganos
Areias do tempo que me levam ao desconhecido
Descaminhos a me consumir em desvairio profano!

Na quimera de tua beleza vejo além!
Destes cegos desviantes que te assolam
Violência de te querer viram reféns!
E no perder-te em desespero descontrolam...

Paradoxos nessa hora tu me dizes!
Sou aquele que suavemente é violento!
Roubo os beijos dessa boca... Eternize!

Os momentos que sonhamos em outrora...
És a musa sob os palcos de minha alma!
Na volúpia de teu corpo vejo auroras!

Nuwanda...






segunda-feira, 11 de abril de 2011

Guerreiro!


Erguei-vos! Óh guerreiro em lua triste!

Ouve o som das batidas de teu coração!

Cadenciado pelo som! Arma em riste!

Olhar firme passos na solidão...


Erguei-vos! Óh guerreiro mesmo assim ferido!

Sangue escorre de tua chaga aberta!

Banha-se com teu plasma enrubescido!

Interior destruído no semblante rútilo, alerta...


Grite o seu brado de guerra!

Óh guerreiro desperta!

Para a dor que na alma encerra...


Bravo é som do grito estridente!

Neste horizonte distante!

Apenas tu sobrevive... Óh infante!


Nuwanda...Vale a pena?