quarta-feira, 28 de maio de 2008

resposta aos ateus

"No final todos buscam algo em que acreditar mesmo que seja a descrença"
nuwanda

Resnascer


Portas abertas para viver

Dia claro e limpo

Mente calma sem pensamentos

Pelo menos até agora

Quando penso o que passei por você

Lirismo tolo e inútil

Talvez nem tanto

Pois por você nasceu o poeta

Que agora não quer mais parar

Pelo menos ele já me é uma companhia

O equilibrio para meus pesados pensamentos

Quero agora um novo amor!

Conhece-lo! senti-lo! prova-lo!

Mergulhar no universo desconhecido do teu ser

Sentir o calor de teu corpo

Rir junto com você ser feliz!

Este é o sentido da vida que quero

Como sofri por você!

Destrui a mim mesmo!

Já não conheço mais quem sobreviveu a você...

Pois já não sou mais eu mesmo.


Nuwanda

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Fuga

Hoje estou a fugir
Pois as vezes é a unica escolha possivel
Estou a fugir de um demonio terrivel
Estou a fugir de mim mesmo!
Não existe carrasco mais cruel
Nem fanático de igual confiança!
Está todo dia a me seguir
Todo dia a opinar!
Não posso ouvir tudo que tem a dizer
O que me pede é demasiado difícil!
Por isso agora corro
Porém meus passos são pesados e lentos
E ele tem asas!
As vezes tem razão no que me diz
Outras tantas não!
Mas agora a escrever estes versos percebo...
Ele também está aqui agora comigo
Sempre a questionar minhas atitudes
Ele quer que eu seja mais!
Mas nem sempre quero tanto assim
Quero fugir de mim mesmo!
O que esconde meu interior?
O que se obscurece dentro de mim?
Eis o caminho que se apresenta a minha frente!
Solidão e sofrimento!
Castigo de quem ousa querer se lançar
A vida foi feita para vivermos da melhor forma!
Pra quê escutar este demonio dentro de mim?
Hoje quero fugir de qualquer pensamento!
Quero apenas sentir!
Este amor que toma meu peito!
Aquele que ama sem se questionar é feliz!
Hoje quero ausência de tudo!
Nada a me prender!
Livre! Como os loucos!
Liberdade como ausência de tudo!
Mesmo que digam que é uma coisa negativa
Tal liberdade!
Hoje quero fugir de mim mesmo!
Nuwanda

domingo, 25 de maio de 2008

Dormir...

Quero parar de escrever coisas sérias e tristes
Quero parar de querer sempre mais
Quero me aquietar um pouco
Mesmo que seja por um segundo
Talvez respirar fundo
Fechar os olhos e esquecer as regras de se viver
Escrever sem nenhuma métrica ou condicionamento
Apenas escrever o que me esta na alma
Apenas abraçar alguem que amo,
O cansaço me toma agora...
Tenho vontade de adormecer
Talvez morrer seja dormir como disse certa vez alguém
Hoje eu quero é sonhar!
Talvez tudo não passe de um sonho
Por isso sofremos quando tentamos acordar
Se assim for?
Qual seria a vantagem de estar acordado quando todos dormem?
Não era este um verso ameno?

Nuwanda

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Lágrima

Desejo ardente
A tanto latente
Que estremece a alma
A ponto de enlouquecer a gente
Que rompe os limites do corpo!
És linguaguem da alma
Quando a linguaguem dos mortais não dá conta
Eis o verdadeiro entendimento
Que um sem número de palavras não conseguiria expressar!
Dentro de uma única gota
Expontânea e verdadeira
Revela o arauto do mais puro sentimento
Mesmo que alguns consigam perverte-la
A lágrima não nega sua essência
E chora por quem ousa desmerece-la
Seja de dor ou de alívio
Seja de solidão ou de paixão
A lágrima é a ponte entre o divino e o mundano
Nos torna humanos!
Só nós conguimos assim nos expressar
Convertendo lágrimas que só outro olhar
Pode entende quem se põe a chorar
Por isso minha vã tentativa
De condensar com simples palavras
Esse universo de sentimentos
Tão grandioso que só uma lágrima é capaz de expressar.

Nuwanda

Ser mais

Somos o aveso do que queríamos ser
Nos escondemos atrás de arquétipos Ou mentiras se preferir
Escravos do medo!
Fomos ensinados a temer
Diferentes dos sonhos que tinhamos quando jovens!
O vir-a-ser!
Luzes da mudança!
Deuses imortais!
Marinheiros de todos os portos!
Aqueles que nunca olhariam para trás!
De nada valia as opniões dos outros!
Nosso brado era altivo e orgulhoso!
Mas, nossa sociedade abafou nosso grito
Até o deus que criaram pra nós não deseja mudança!
Não toleram a diferença
Proclamam o progresso mas teme a mudança
Diferentes só se for consumindo!
Aí sim nos será permitido, uma infinidade de personalidades!
Diferentes que me soam IGUAIS!
Dentro de todo seu individualismo
Eis o paradoxo de nosso "belo" mundo
Tenho que sair deste casulo!
Tenho que ser!
Ser mais! Querer mais!
Ouvir meu coração!
E não sufoca-lo
Quero atravessar a ponte!
Não só olhar o outro lado!
Mesmo que eu mesmo diga "olhar já é um começo"
Eu quero atravessa-la!
Mesmo que ao chegar do outro lado já não seja mais eu mesmo...

Nuwanda

Minha crença

A todos aqueles que me consideram ateu
Elevo minha prece a vocês
Talvez assim possam acordar
Sou aquele que não precisa temer
Em meu Deus não existe o castigo
Ele não necessita de falsos templos para glorifica-lo
Somente deuses criados por vocês precisam de tais adornos
Vocês que amam pelo medo e sobretudo pelo benefício
Quais vantagens de amar meu Deus?
O simples fato de ama-lo? Já não é mais que suficiente?
Sem nenhum céu!
Sem nenhum inferno!
Pois tais quimeras só servem para controlar você!
Eis o amor condicionado do teu deus fabricado
Meu Deus não esta em trono algum de ouro ou prata
Longe de sua "criação" num elevado céu!
Meu Deus reside em mim!
Meu Deus reside em você!
Isso Jesus já dizia
Em suas palavras a tanto esquecidas
Mas vocês são bons demais para ouvir palavras simples!
Eis a necessidade de teus teológos!
Complicar coisas simples para controlar!
Pobre de Jesus só queria que vocês vissem o que vejo
Combateu fanatismos e dogmas absurdos
Sacrificou a si mesmo!
E vocês o que fizeram?
Criaram o que ele tanto combateu!
Religião! ( re- ligação? )
Como religar o que nunca foi separado?
Deus está em mim!
Eu e ele somos um!
Eu sou Deus! Como você também!
Este é o amor verdadeiro!
Daqueles que ousaram sair das garras da igreja!
Amar a Deus como a si mesmo
Amar sem condicionar
Sem MEDO!
Apenas fechar os olhos e poder comtempla-lo
Nas coisas mais simples
Poder vê-lo em um olhar...
Talvez seja este o motivo das tuas religiões?
Para vermos quem consegue escapar de suas trapaças?
Eis o tão proclamado "renascer"
Que Jesus tanto falou tão complexo que ninguém entendeu?
Quero ser uma simples gota de água
Que pertence a um infinito oceano
Faço parte dele como ele me faz parte
Talvez por isso tanto sofrer?
Por nãoi sabermos viver como somos de verdade?
Viver como DEUSES!
Para você que acha um absurdo o que afirmo
peço-te desculpas
Mas, não te peço que creia em mim que tenha FÉ!
Nós os "descrentes" prefirimos VIRTUDE!

Nuwanda

Eis o saber


Quem haveria de querer
Um olhar exarcebado
Que dilacera as ilusões
Que tanto nos ajudam a viver?

Quem haveria de querer
Um inquietamento na alma
Uma tristeza que não cessa em crescer
Que tem por companheiro a solidão?

Quem haveria de querer
Ser odiado pelos que lhe são próximos
E talvez com razão
Sendo inclusive odiado por si mesmo?

Quem haveria de querer
Deixar de ser feliz e amado
deixar de ser louco!
Deixar de o favorito da fortuna?

Quem haveria de querer
Se antes nos fosse advertido
Dos caminhos do saber
Senhora inimiga do prazer

Você haveria de querer?

Nuwanda

terça-feira, 20 de maio de 2008

ateu?

Sou um ateu quando se trata do deus violento da jihadSou um ateu quando se trata do senhor que converte pela espadaSou um ateu quando se torna missão de políticos usar a religião como muniçãoEu creio em Você, o artista das árvores e das galáxiasEu creio em Você, o poeta dos oceanos, rios e córregosEu creio em Você, no Deus de compaixão que nos chama para a açãoEu creio em VocêEu não posso crer no que eles crêem, mas eu creio em VocêEu creio em Você, o majestoso arquiteto do espaço e do tempoEu creio em Você, o compositor da beleza e da música da vidaEu creio em Você, o santo perdoador extravagante e reconciliadorEu creio em VocêSou um ateu dos deuses da ganância que ignoram os necessitadosSou um ateu dos deuses que levam os outros à tortura e ao sofrimentoSou um ateu quando se aceita a visão dos poucos escolhidos, que julgam e condenam quem deles é diferenteEu creio em Você, poderoso, manso e gentil em poderEu creio em Você, a palavra falada com boas notícias ao quebradoEu creio em Você, o mistério transcedente, conosco na históriaEu creio em Você
Brian McLaren e Aron Strumpel

O Poço

Cais, às vezes, afundas em teu fosso de silêncio, em teu abismo de orgulhosa cólera, e mal consegues voltar, trazendo restos do que achaste pelas profunduras da tua existência. Meu amor, o que encontrasem teu poço fechado? Algas, pântanos, rochas? O que vês, de olhos cegos,rancorosa e ferida? Não acharás, amor,no poço em que cais o que na altura guardo para ti: um ramo de jasmins todo orvalhado, um beijo mais profundo que esse abismo. Não me temas, não caiasde novo em teu rancor. Sacode a minha palavra que te veio ferir e deixa que ela voe pela janela aberta. Ela voltará a ferir-me sem que tu a dirijas, porque foi carregada com um instante duro e esse instante será desarmado em meu peito. Radiosa me sorrise minha boca fere. Não sou um pastor doce como em contos de fadas, mas um lenhador que comparte contigo terras, vento e espinhos das montanhas. Dá-me amor, me sorrie me ajuda a ser bom. Não te firas em mim, seria inútil, não me firas a mim porque te feres. Pablo Neruda

domingo, 11 de maio de 2008

Neste dia...

Neste dia chuvoso e triste,
Que se levanta cheio de incertezas
Elevo minha voz!
Pra ti homenagiar.
Tu que ousou amar incondicionalmente.

Neste dia chuvoso e triste,
Dia em que o profanamos,
Um dia para amar!
Aquela que ama o ano inteiro
Apenas arranjamos mais um motivo
De consumir mais com este dia.

Neste dia chuvoso e triste,
Quero agradecer-te
Dedicar meu amor a teu amor!
Mesmo sabendo que teu amor,
Não necessita do meu
Para me amar.
Pois assim transfiguro!
Este dia chuvoso e triste!
Em dia ENSOLARADO e FELIZ!
Pois sois, minha mãe!
Obrigado.

nuwanda

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Pablo Neruda

Já és minha. Repousa com teu sonho em meu sonho. Amor, dor, trabalho, devem
dormir agora. Gira a noite sobre suas invisíveis rodas e junto a mim és pura
como âmbar dormido... Nenhuma mais, amor, dormira com meus sonhos... Irás,
iremos juntos pelas águas do tempo.Nenhuma viajará pela sombra comigo, só tu.
sempre viva. sempre sol... sempre lua... Já tuas mãos abriram os punhos
delicados e deixaram cair suaves sinais sem rumo... teus olhos se fecharam como
duas asas cinzas, enquanto eu sigo a água que levas e me leva.A noite... o
mundo... o vento enovelam seu destino, e já não sou sem ti senão apenas teu
sonho...

Pablo Neruda

Já és minha. Repousa com teu sonho em meu sonho. Amor, dor, trabalho, devem dormir agora. Gira a noite sobre suas invisíveis rodas e junto a mim és pura como âmbar dormido... Nenhuma mais, amor, dormira com meus sonhos... Irás, iremos juntos pelas águas do tempo.Nenhuma viajará pela sombra comigo, só tu. sempre viva. sempre sol... sempre lua... Já tuas mãos abriram os punhos delicados e deixaram cair suaves sinais sem rumo... teus olhos se fecharam como
duas asas cinzas, enquanto eu sigo a água que levas e me leva.A noite... o mundo... o vento enovelam seu destino, e já não sou sem ti senão apenas teu sonho...

terça-feira, 6 de maio de 2008

Dia e noite

Hoje estou a viajar
Pesadas nuvens de chuva se adensam as minhas costas!
Olho para o lado estou entre o dia e a noite
claridade e escuridão!
Será que querem me dizer algo?
O céu me preparou um belo espetáculo!
Nuvens pesadas e escuras dançam em sintonia incrivel!
Suas damas? Divinas nuvens brancas como anjos!
E eu! Testemunha ocular! Deste magnífico espetacúlo!
Alguém além de mim o viu?
O céu agora desaba as minhas costas!
Negras e furiosas, as nuvens negras desabam sobre nós mortais.
Eu ainda estou a fugir, mas mesmo conseguindo escapar
De suas garras negras, ainda não estou a salvo.
Mas, não quero mais olhar pra trás! Quero uma dose a mais de loucura!
Quero olhar à frente!
Nuvens claras! Calmas, em sintonia com o céu.
Talvez este seja o recado pra mim?
Correr atrás desta quimera que é o futuro?
Fazer nascer esperanças, mesmo quando tudo cai?
Que minhas nuvens claras, meus dias calmos,
Sejam meus amigos, que mesmo que sejam poucos
Vou agarra-los com todas minhas forças!
Sozinho nada somos!
Sozinho não quero mais ser!
Nuwanda

A vida a viver?

Hoje estou triste, talvez seja meu cansaço.
Que vida nos colocamos a viver?
sempre contra nossos desejos...
porque?
Sempre conseguimos esta façanha!
E como conseguimos arrumar motivos para justificar
nossas desafortunadas escolhas!
Pra quê trabalhar tanto?
dinheiro?
Pra quê estudar tanto?
sabedoria?
Desperdiçar tempo, é isso que fazemos!
Com dinheiro conseguimos apenas problemas!
com sabedoria tristeza!
E o amor?
Pra quê amar tanto?
Altruísmo ou egoísmo?
As vezes amo honestamente, outras mil amo de maneira vil!
É o bom mesmo é não pensar racionalmente,
sobre que vida é essa a viver.
Se nunca chegamos a conclusões absolutas?
Pra quê tanto questionamentos?
Agora só preciso de alguem que me ajude
a enlouquecer!
Nuwanda

Pablo Neruda

Talvez
Talvez não ser, é ser sem que tu sejas, sem que vás cortando o meio dia com uma flor azul, sem que caminhes mais tarde pela névoa e pelos tijolos, sem essa luz que levas na mão que, talvez, outros não verão dourada,que talvez ninguém soube que crescia como a origem vermelha da rosa,sem que sejas, enfim,sem que viesses brusca, incitante conhecer a minha vida, rajada de roseira,trigo do vento,
E desde então, sou porque tu és E desde então és sou e somos...E por amor Serei... Serás...Seremos...

Reconhecimento do amor (Carlos Drummond de Andrade)

Amiga, como são desnorteantes os caminhos da amizade. Apareceste para ser o ombro suaveonde se reclina a inquietação do forte( ou que forte se pensava ingenuamente ).Trazias nos olhos pensativos a bruma da renúncia:não querias a vida plena,tinhas o prévio desencanto das uniões para toda a vida,não pedias nada,não reclamavas teu quinhão de luz.E deslizavas em ritmo gratuito de ciranda.Descansei em ti meu feixe de desencontrose de encontros funestos.Queria talvez - sem o perceber, juro –sadicamente massacrar-tesob o ferro de culpas e vacilações e angústias que doíamdesde a hora do nascimento,senão desde o instante da concepção em certo mês perdido na História,ou mais longe, desde aquele momento intemporalem que os seres são apenas hipóteses não formuladasno caos universal.Como nos enganamos fugindo ao amor!Como o desconhecemos, talvez com receio de enfrentarsua espada coruscante, seu formidávelpoder de penetrar o sangue e nele imprimiruma orquídea de fogo e lágrimas.Entretanto, ele chegou de manso e me envolveuEm doçura e celestes amavios.Não queimava, não siderava; sorria,Mal entendi, tonto que fui, esse sorriso,Feri-me pelas próprias mãos, não pelo amorQue trazia para mim e que teus dedos confirmavamAo se juntarem aos meus, na infantil procura do Outro,o Outro que eu me supunha, o Outro que te imaginava,quando – por esperteza do amor – senti que éramos um só.Amiga, amada, amada amiga, assim o amordissolve o mesquinho desejo de existir em face do mundoCom olhar pervagante e larga ciência das coisas.Já não defrontamos o mundo: nele nos diluímos,e a pura essência em que nos transmutamos dispensaalegorias, circunstâncias, referências temporais,imaginações oníricas,o vôo do Pássaro Azul, a aurora boreal,as chaves de ouro dos sonetos e dos castelos medievos,todas as imposturas da razão e da experiência,para existir em si e por si,à revelia de corpos amantes,pois já nem somos nós, somos o número perfeito:UM.Levou tempo, eu sei, para que o EU renunciasseà vacuidade de persistir, fixo e solar,e se confessasse jubilosamente vencido,até respirar o júbilo maior da integração.Agora, amada minha para sempre,nem olhar temos de ver nem ouvidos de captara melodia, a paisagem, a transparência da vida,perdidos que estamos na concha ultramarina de amar.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Carlos Drummond de andrade

Síntese da felicidade

Desejo a você Fruto do mato Cheiro de jardim Namoro no portão Domingo sem chuva Segunda sem mau humor Sábado com seu amor Filme do Carlitos Chope com amigos Crônica de Rubem Braga Viver sem inimigos Filme antigo na TV Ter uma pessoa especial E que ela goste de você Música de Tom com letra de Chico Frango caipira em pensão do interior Ouvir uma palavra amável Ter uma surpresa agradável Ver a Banda passar Noite de lua Cheia Rever uma velha amizade Ter fé em Deus Não Ter que ouvir a palavra não Nem nunca, nem jamais e adeus. Rir como criança Ouvir canto de passarinho Sarar de resfriado Escrever um poema de Amor Que nunca será rasgado Formar um par ideal Tomar banho de cachoeira Pegar um bronzeado legal Aprender um nova canção Esperar alguém na estação Queijo com goiabada Pôr-do-Sol na roça Uma festa Um violão Uma seresta Recordar um amor antigo Ter um ombro sempre amigo Bater palmas de alegria Uma tarde amena Calçar um velho chinelo Sentar numa velha poltrona Tocar violão para alguém Ouvir a chuva no telhado Vinho branco Bolero de Ravel E muito carinho meu.

domingo, 4 de maio de 2008

Teu olhar


No orvalho das manhas,nos campos floridos... busco a plenitude de teu olhar
como posso buscar tao imensidão que nem mesmo, posso compreender.
Doce tristeza e desalento ao meu coração.
Foi a magoa que ficou.
ÓH doce saudade! Inquietude na alma.

Patrícia maria

um presente de minha amiga MAH

"Pode levar, sou todo sua
diz nessa caixa que esse aí sou eu
é só montar.
Se não aprendeu, o manual alguem perdeu.

Pode juntar pedaço por pedacinho
que no final vai ter amor e carinho.


É isso aí o que eu sou
quebra cabeças que ninguém montou.
E se quiser saber de mim
só não desiste antes do fim.

Pode juntar pedaço por pedacinho
que no final vai ter amor e carinho.

Se não rolar e acontecer
no coração alguma peça se perder
me magoar e me esquecer
se não rolou então não é pra ser

Pode juntar pedaço por pedacinho
e no final me devolver igualzinho."

larise linspector

Alta Tensão eu gosto dos venenos mais lentos dos cafés mais amargos das bebidas mais fortes e tenho apetites vorazes uns rapazes que vejo passar eu sonho os delírios mais soltos e os gestos mais loucos que há e sinto uns desejos vulgares navegar por uns mares de lá você pode me empurrar pro precipício não me importo com isso eu adoro voar.

Mario Quintana

Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas porque têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de conseguir. Assim, as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, eles estão errados. Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar, aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore.

Clarice Pacheco

Caderno de poesias Caderno de poesias é um belo lugar. Tantas coisas lindas que eu gostaria de falar. Eu falo em forma de versos para todos poderem escutar. Agora você já sabe por que os poetas passam os dias escrevendo em seus cadernos de poesias.

Adeus

Hoje te digo adeus
Deixarei enfim você seguir
Assim você pode experimentar.
O mundo sem amarras
Pode um mortal merecer o amor divino?
Quanto a mim?
Tenho feridas expostas a curar
Vou sufocar o meu amar
Vou destruir o teu altar
Mesmo que destrua parte de mim
No fim também estarei livre
Das pesadas correntes que usei por ti,
Já não sou mais escravo!
Serei livre!
Embora triste...

Nuwanda

Amor?

Quantos véus pode usar uma mulher?
Quantos jogos pode jogar?
Sexo frágil?
O amor é uma mulher!!!
Todas mulheres sabem este segredo!
Pois assim enlouquecem os homens.

Nuwanda.

Sentido????

Perdi o sentido
Vale a pena viver?
Quando tudo pelo que lutamos, vai cair?
Tudo que construímos vai ruir?
Vale a pena?
Trabalha para quê? Consumir?
Porque somos o que fazemos?
Amar! Amar! Amar?
Que invenção foi esta!?
Amar, talvez apenas procriar?
Animais!
Loucos animais!
Vivendo numa arrogância sem sentido!
Não há sentido, nunca houve.
Quantas correntes, pode um homem suportar?
E se com um olhar, pudéssemos ver,
Todas as injustiças do mundo,
Apenas por um segundo.
Quantas seriam?
Transformamos a vida em morte.
O viver em morrer.
O amar em sofrer.

Nuwanda.

Incondicional

Procurei o amor,
Mesmo demasiado veloz e escorregadio,
Encontrei-o no amor de um pai por seu filho.
Meu filho!
Incondicionalmente! Sensação vertiginosa!
Mas, interiormente,
Este amar, é querer algo em troca...
Incondicional?
O amar é sempre uma troca, um partilhar.
Como amo meu filho!
Mas mesmo que grite! Que o amo!
Incondicionalmente!
Espero que ele também me ame.
Amar é também ser amado!
Que me perdoem os românticos.
Entretanto amar não é condicionar!
Quem condiciona o amor jamais o terá.
Quem teme ao amar! Jamais amará!
Só se ama arriscando tudo!
Sem conforto! Sem paz!
O amor não se mostra pra qualquer um!
Podem duvidar do que digo,
Muitos podem achar que amaram,
Mas, não me importo mais,
Se entendem ou não o que digo...
Apenas digo! Pelo menos eu ouvirei...

Nuwanda

Sonâmbulos

Sonâmbulos, sonolentos, latentes?
Vocês só tem este momento
Coisas grandiosas são capazes!
Porque não conseguem ver?
Podem ser deuses!
Porque só sabem ser servos?
Tem dentro de si os mistérios do universo!
Porque insistem em serem vazios?
Todos viemos do mesmo oceano!
Porque se acham superiores aos demais?
Porque dormem?!!
Acordem!!!
Sejam deuses!
Sejam reis!
Sejam criadores!
Sejam amantes!
Viajem por todos os portos!

Alguns hão de acordar!
Hão de me acordar!
Serão vocês os novos poetas!
Todo o poder em suas mãos!
Em um mundo a ruir...

Sonâmbulos, sonolentos, latentes?
Já os vejo acordar!
São poucos eu sei, mas!
Serão os novos guerreiros!
Declararão guerra a guerra!
Em cada batalha mais acordarão,
Muitos mais jamais despertarão.

Quanto eu e você...
De que lado estaremos?
Em meio a este caos?
Por você adio a batalha,
Por você...
Posso acalmar...
Retirar a pesada armadura...
Baixar as armas...
Tirar o elmo, as mascaras...
Ser eu enfim...
Não mais o guerreiro...
Paradoxalmente teu amor!
Me faz me afastar de ti,
Me faz voltar a guerra!
Paz?!! Como aceita-la?
Como entede-la?

Sonâmbulos, sonolentos, latentes?
Seja esta minha batalha!
Por teu amor!
Acordarei o mundo!
Acordarei eu mesmo...

Nuwanda!

Encruzilhada

Quantas escolhas temos que fazer?
Talvez deixar que escolham por nós?
Certamente seria mais fácil.
Quantas vidas temos a viver?
Meus versos são sempre perguntas,
O que posso fazer?
“o eterno questionar!”
Porque tornamos as coisas tão difíceis?
Estou cansado e lúgubre.
Cheguei a um ponto sem adiamentos!
Não há onde se esconder agora!
Estou frente a uma encruzilhada...
Mesmo se eu ficar aterrorizado,
E me acovardar, já será uma escolha,
Um caminho a percorrer.
É hora da escolha!
Conforto ou desconforto?
Paz ou guerra?
Crer ou duvidar?
Aquietar ou amar?
No fim acho que escolherei,
O caminho menos trilhado...
Seria um caminho solitário?
Mas já será um caminho!
Pois tenho muito que caminhar...

Nuwanda.

Quando te olhei

Certa vez, ousei olhar!
Ver o que ninguém viu antes...
Ver alem do teu véu...
E assim te ver de verdade.
Agucei meu olhar, para assim te ver,
Mas, só vi uma sombra distante.

Certa vez, ousei olhar!
Perceber que existe ao teu redor,
Um perigoso abismo!
Escuro, profundo, confuso!
Temor, tontura, insanidade!
Acomete quem ousa entrar...

Certa vez, ousei olhar!
Ir além deste abismo!
Tem que saber voar! Voar?
Mesmo voando não há certezas!
Tão fundo que mesmo você,
Não consegue sair, talvez não queira?
Agora estou a voar dentro de você!

Certa vez, ousei olhar!
Voar ou cair?
No escuro é a mesma coisa.
Mesmo caindo te vejo!
Vejo qualidades! Que ninguém mais tem!
Vejo sim!
Só resta você ver o que eu vi!

Nuwanda

Conhecer?

Teses, antíteses e sínteses!
Negação da negação!
Tanta coisa pra “conhecer”!
Conhecer...
Será que realmente conhecemos algo?
Palavrórios para tentar se explicar,
O inexplicável...
Tanto trabalho tanto perder!
Conhecer!
Quando não conhecemos a nós mesmos!
Talvez tudo seja perda de tempo?
Conhecer...
Pra quê?
Demasiada ilusão!...
Nuwanda.

Coragem

Não desista!
O medo não é pra nós!
Ousamos desafiar o mundo!
Não desista!
Paz?! A paz é para os normais.
Vamos enfrentar o combate!
Vir-a-ser!
Não desista!
Talvez tudo possa ser um erro, eu sei.
E o medo vai tentar nos derrubar,
De joelhos ele nos quer!!!
Mas não desista!
Somos deuses! Nossos erros nos fortalessem.
Não desista!
De mim...

Nuwanda

Walt Whitman

Espiritualidade

E farei os poemas do meu corpo
E do que há de mortal.
Pois acredito que eles me trarão
Os poemas da alma e da imortalidade.
E à raça humana eu digo:
-Não seja curiosa a respeito de Deus,
pois eu sou curioso sobre todas as coisas
e não sou curioso a respeito de Deus.
Não há palavra capaz de dizer
Quanto eu me sinto em paz
Perante Deus e a morte.
Escuto e vejo Deus em todos os objetos,
Embora de Deus mesmo eu não entenda
Nem um pouquinho...
Ora, quem acha que um milagre alguma coisa demais?
Por mim, de nada sei que não sejam milagres...
Cada momento de luz ou de treva
É para mim um milagre,
Milagre cada polegada cúbica de espaço,
Cada metro quadrado de superfície
Da terra está cheio de milagres
E cada pedaço do seu interior
Está apinhado de milagres.
O mar é para mim um milagre sem fim:
Os peixes nadando, as pedras,
O movimento das ondas,
Os navios que vão com homens dentro
- existirão milagres mais estranhos?

Walt Withman

“III – Ponho a mão no bordo da nave cinzenta, / Um pulo, e estou sorridente / entre a marinhagem alvoroçada, / que se curva e tira o gorro marujo azulado e brada: / “Viva o Capitão! Viva o Capitão!”
Não sei porque há tanto respeito / nos olhos desses marujos, bravios lobos do mar. / Só se nos meus olhos bondosos nasceu, de repente, / a chama aguda de um olhar autoritário. / Porque o meu rosto não infunde respeito. / O meu rosto é de criança espantada, / de criança alegre que vai pela primeira vez viajar.
Mas eu sei por que há tanto respeito / nos olhos desses marujos, bravios lobos do mar. / Só se nos meus olhos bondosos nasceu, de repente, / a chama aguda de um olhar autoritário. / Porque o meu rosto não infunde respeito. / O meu rosto é de criança espantada, / de criança alegre que vai pela primeira vez viajar.
Mas eu sei porque há tanta alegria / nos olhos desses marujos, bravios lobos do mar. / Todo marinheiro aborrece a terra firme. / E eles, raramente, acham um capitão para as viagens da nave cinzenta. / E sem capitão as naves não podem navegar!
IV – Estou de pé, na proa da minha nave. / O vento castiga o meu rosto, / e assobia nos cordames, como fazia nas naus antigas. / As velas estão inchadas, / estão esperando o “Larga!” para o vôo sobre o mar.
Tirei o meu boné para que os cabelos se revoltem. / Meus longos cabelos se agitam violentos! / Eu vi, num cinema, que ficam bem aos capitães de navios, / os cabelos batidos dos ventos, os olhos fixos num ponto longe, / como quem vai desvendar os mistérios do Mar!
V – “Para onde vamos capitão? Para onde vamos capitão?”
VI – Eu nunca vi o mar, nunca andei pelo mar, / não conheço os povos nem as cidades/ que estão à beira-mar. / - Timoneiro, leva-me para as Ilhas Afortunadas / que dançaram nos sonhos dos meus antepassados! / Mas, não! Aprova para o golfo Pérsico! / Eu quero mergulhar, em busca das pérolas maravilhosas, / que estão dormindo dento das conchas na escuridão das águas! / Desejo ir às Ilhas Desconhecidas, / às ilhas onde o Mar é manso como um céu sem vento. / Quero ancorar, Timoneiro, nos portos moles do Oriente, / para uma vez na vida descansar! / Quero ir pesar arenques nos mares grossos do Norte! / Quero ir a Londres, a Leningrado, a Nova York, a Yokoama! / Quero ir às curvas sombrias dos mares / para onde fogem os juncos bravios dos piratas! / Quero ir pelo Mundo, pelos mares do Mundo, / quero conhecer os povos da Terra, Timoneiro!
VII – Há um movimento entre a marinhagem. / As velas sobem, cortam-se as amarras, / e a nave batida do vento dá um salto no Mar.
O Timoneiro parece que põe atenção desusada, / formidável atenção nos movimentos que executa o leme. / Se não me engano, ele está contente em ir à toa pelo Mundo. / Mas todos os marinheiros estão contentes. Eles estão gritando: / “Pelo Mundo! Pelo Mundo!”.

Walt Withiman

Ó capitão! Meu capitão! terminou a nossa terrível viagem,O navio resistiu a todas as tormentas, o prêmio quebuscávamos está ganho,O porto está próximo, ouço os sinos, toda a gente estáexultante,Enquanto segue com os olhos a firme quilha, o ameaçador etemerário navio;Mas, oh coração! coração! coração!Oh as gotas vermelhas e sangrentas,Onde no convés o meu capitão jaz,Tombado, frio e morto.
Ó capitão! meu capitão! ergue-te e ouve os sinos;Ergue-te – a bandeira agita-se por ti, o cornetim vibra por ti;Para ti ramos de flores e grinaldas guarnecidas com fitas –para ti as multidões nas praias,Chamam por ti, as massas, agitam-se, os seus rostos ansiosos voltam-se;Aqui capitão! querido pai!Passo o braço por baixo da tua cabeça!Não passa de um sonho que, no convés,Tenhas tombado frio e morto.
O meu capitão não responde, os seus lábios estão pálidos e imóveis,O meu pai não sente o meu braço, não tem pulso nem vontade,O navio ancorou são e salvo, a viagem terminou e está concluída,O navio vitorioso chega da terrível viagem com o objetivo ganho:Exultai, ó praias, e tocai, ó sinos!Mas eu com um passo desolado,Caminho no convés onde jaz o meu capitão,Tombado, frio e morto"

clarisse linspector

Guerreiro

Mesmo com tristeza não te desespere
Sois grandes, pequeno ser!
Forte sabes vencer!
Sabes teus demônios!

Vã tua tristeza, mas
Ao fim de tudo as
Sombras passarão, e
você coberto de duvidas,
Há de vencer!

Guerreiro, o que buscas!
Encontrara. Teu rosto se iluminara,
Não mais serás o mesmo,

Feliz teus encontros, tuas lutas!
Encheras-te de paz!
Por todo teu ser!

Deserto

Acabei de acordar...
Mas vejo tantos a dormir,
Estou a gritar!
E nada acontece,
Acordar?
Terá valido a pena?
Alienação ou solidão?
Saber ou ignorância?
E se talvez eu estiver a dormir?
Fecho os olhos por um instante...
Para tentar descobrir...
Mas quando abro os olhos,
Estou só...
Ao meu redor um deserto!
Ando por horas e nada!
Terá valido a pena duvidar?
Solidão...
Um dia sei, vou encontrar você
Que neste momento também,
Trilha seu deserto...
Neste caminhar nosso, as vezes
Encontramos doces oásis...
Mas na verdade
são salgados e medíocres
Pois quando se esta a muito sozinho
Nos enganamos com quem encontramos...
Você que o diga!
Eu que o diga!
Mas um dia nossos desertos!
Se juntarão e um belo e frondoso,
Oásis! nascerá!
Então serviremos de guias!
Para os muitos perdidos
Neste deserto...

nuwanda

Insanidade

Um único caminho a trilhar...
Caminho este oposto aos demais...
Seguir este caminho é encontrar...
Um abismo sem fim!
O medo é a única sensação daquele que olha o abismo,
Escuro...
Frio...
Apavorante...
Mas este é o meu caminho;
O caminho do amar!
Pode haver insanidade maior?
Se atirar dentro deste abismo,
Da auto-flagelação?
Agora estou a cair, tentando me enganar que estou a voar!
Comigo caem meus demônios!
Nesta queda tento derrota-los...
Na esperança vã que se você
Se jogue neste inferno pra me salvar!
Então realmente começaria a parar de cair...
E a escuridão se iluminaria!
Com o esplendor de tua beleza!
Mas talvez esteja agora longe,
Profundo demais...
Pois meus gritos de socorro!
Nem eu escuto mais...
Não existindo loucura maior que esta...
Nuwanda

Duelo

Dois guerreiros a se enfrentar!
Tantos golpes a trocar!
Tantas vitórias a adiar!
Ao redor deles, tempestade e dor,
Raios cruzam o céu negro,
Não há ninguém para vê-los!
Seus valores são contrários!
A anos guerreiam sem vitórias...
E ainda estão a sangrar ;
Pelos ferimentos a acumular!
Do motivo a lutar
Não estão a se lembrar
E estão agora neste momento
Neste eterno combate a lutar...
Assim é o interior do ser que
Ousou amar...
Nuwanda

PALAVRAS

OH! linguagem ingrata!
que dificulta o entendimento de quem se ama;
quiserás conversar contigo apenas com o olhar,
pois as palavras por mais belas que sejam,
nao expressam o mais simples dos sentimentos!
e estou aqui agora a ser vitima das palavras!
quisera eu poder passar tudo o q sinto pra voçe...
mas palavras sao só palavras como ja disseste antes!
mas triste é o fim longe de vc,
e loucura já é agora o estágio mais calmo de minha existencia...só me resta o caos!
de um amor nao compreendido...
nuwanda

desejo

Desejo primeiro que você ame,E que amando, também seja amado.E que se não for, seja breve em esquecer.E que esquecendo, não guarde mágoa.Desejo, pois, que não seja assimMas se for, saiba ser sem se desesperarDesejo também que tenha amigosQue mesmo maus e inconseqüentesSejam corajosos e fiéisE que pelo menos em um delesVocê possa confiar sem duvidarE porque a vida é assimDesejo ainda que você tenha inimigosNem muitos, nem poucosMas na medida exata para queAlgumas vezes você se interpeleA respeito de suas próprias certezas.E que entre elesHaja pelo menos um que seja justoDesejo depois, que você seja útilMas não insubstituívelE que nos maus momentosQuando não restar mais nadaEssa utilidade seja suficientePara manter você de pé.Desejo ainda que você seja toleranteNão com os que erram poucoPorque isso é fácilMas com os que erram muito e irremediavelmenteE que fazendo bom uso dessa tolerânciaVocê sirva de exemplo aos outrosDesejo que você, sendo jovem,Não amadureça depressa demaisE que sendo maduroNão insista em rejuvenescerE que sendo velhoNão se dedique ao desesperoPorque cada idade tem o seu prazer e a sua dorDesejo, por sinal, que você seja tristeNão o ano todo, mas apenas um diaMas que nesse diaDescubra que o riso diário é bomO riso habitual é insossoE o riso constante é insano.Desejo que você descubraCom o máximo de urgênciaAcima e a respeito de tudoQue existem oprimidos, injustiçados e infelizesE que estão bem à sua voltaDesejo aindaQue você afague um gato, alimente um cucoE ouça o joão-de-barroErguer triunfante o seu canto matinalPorque assim, você se sentirá bem por nadaDesejo tambémQue você plante uma semente, por menor que sejaE acompanhe o seu crescimentoPara que você saibaDe quantas muitas vidas é feita uma árvoreDesejo, outrossim, que você tenha dinheiroPorque é preciso ser práticoE que pelo menos uma vez por anoColoque um pouco dele na sua frente e diga:"Isso é meu"Só para que fique bem claroQuem é o dono de quemDesejo tambémQue nenhum de seus afetos morraPor eles e por vocêMas que se morrerVocê possa chorar sem se lamentarE sofrer sem se culparDesejo por fimQue você sendo homem, tenha uma boa mulherE que sendo mulher, tenha um bom homemQue se amem hoje, amanhã e nos dias seguintesE quando estiverem exaustos e sorridentesAinda haja amor pra recomeçarE se tudo isso acontecerNão tenho mais nada a lhe desejar
Victor Hugo

Casimiro de Abreu

O que é – simpatia
( a uma menina )


Simpatia- é o sentimento
Que nasce num só momento,
Sincero, no coração;
São dois olhares acesos
Bem juntos, unidos, presos
Numa mágica atração.

Simpatia – são dois galhos
Banhados de bons orvalhos
Nas mangueiras do jardim;
Bem longe às vezes nascidos,
Mas que se juntam crescidos
E que se abraçam por fim.

São duas a almas bem gêmeas
Que riem o mesmo riso
Que choram os mesmos ais;
São vozes de dois amantes,
Duas liras semelhantes,
Ou dois poemas iguais.

Simpatia - meu anjinho,
É o canto do passarinho,
É o doce aroma da flor;
São nuvens dum céu d’Agosto,
É o que m’inspira teu rosto...
- simpatia – é – quase amor!

cem sonetos de amor

Saberás que não te amo e que te amo
posto que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem uma metade de frio.

Eu te amo para comerçar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo ainda.

Te amo e não te amo como se tivesse
em minhas mãos as chaves da fortuna
e um incerto destino desafortunado.

Meu amor tem duas vidas para amar-te.
Por isso te amo quando não te amo
e por isso te amo quando te amo.


Pablo Neruda

willian shakespeare

~ Soneto 15 ~
Quando penso que tudo o quanto cresceSó prende a perfeição por um momento,Que neste palco é sombra o que apareceVelado pelo olhar do firmamento;Que os homens, como as plantas que germinam,Do céu têm o que os freie e o que os ajude;Crescem pujantes e, depois, declinam,Lembrando apenas sua plenitude.Então a idéia dessa instável sinaMais rica ainda te faz ao meu olhar;Vendo o tempo, em debate com a ruína,Teu jovem dia em noite transmutar.Por teu amor com o tempo, então, guerreio,E o que ele toma, a ti eu presenteio.

Estranhos...

Temos a tendência de acreditar
Em aparências!
O problema é que as vemos como verdades!

Existe ser mais aparente que o ser humano?
Ser este dotado de tantas máscaras?

Estranhos! Quem não há de ser?
Chegando a ser estranhos a nós mesmos...

Triste fim de quem acredita no outro!
Já foi dito:
“Somos o outro dos outros”
Só não foi dito que,
O outro que também somos nós,
É apenas um reflexo vago e mentiroso!

Talvez por isso que nos magoamos tanto?
E enganamos tanto o outro?
Perguntas e mais perguntas?
Mas, ouso dizer:
Somos estranhos, traindo a nós mesmos...

Nuwanda

imensidão

Como se viver? Quando nos falta quem queremos ao nosso lado?
A imensidão do viver se manifesta!
Mas resta a lembrança...de você.
Como ficam claras as coisas que temos que fazer! As decisões à tomar!
Mas é grandiosa demais a existência,
Quando se ama! É o sentido do existir!
Entretanto, nada é perfeito.
Pois não tenho você aqui comigo agora!
Desta forma! A imensidão do viver
Se manifesta em sua plenitude!
Solidão...
nuwanda

eros

“De novo! Estou a ti questionar?
Sofri mil infernos procurando te entender.
Fiz uma revolução, dialoguei com filósofos!
Dialoguei com o vulgo!
Loucura e caos, eram minhas descobertas!
Era o indecifrável! Sei! Mas o eterno questionar,
Não me deixou escolhas e mais uma vez...
Só descobri sofrimento e dor!
Mas, novamente, demasiadamente, paradoxalmente!
Tudo ficou claro!
Como foi fácil, mais uma vez provou-se que a simplicidade é a resposta, a provável resposta!
A única!
Foi o escutar!
Eu te amo!
De teus lábios e tudo acalmou!
...
O amor, simplesmente!
Não se deixa questionar!
É sentir...
E sucumbir...
Renderam-se então
Todos os filósofos e vulgos!

Nuwanda

ilusão

Porque me desperta este sentimento?
Que arraigado estava! Controlado! sufocado! Latente?
Oh! Doce minerva, doce Afrodite!
Me condenaste!
Os filósofos me alertaram!
“jovens! Tão falsos! Só servem para amantes!”
Mas eu os enfrentei!
“ Que sejam! Mas não Afrodite! Ela nunca!”
Agora estou aqui só
...
Será? Que ficamos realmente sozinhos?
Na ausência há uma presença?
Eu ando entre os homens, mas, já não estou mais aqui.
Meus pés seguem como que sozinhos!
Pois meus pensamentos iniciaram um novo caminho.
Contrario aos meus passos!
Será o nascimento do poeta? Do filosofo há tanto cativo?
Do caminhar para dentro? Caminho este, pouco conhecido!
Que seja! Pois me lanço de cabeça!
Levo comigo: o medo, a loucura, e a sabedoria!
O amor?
Já não sei mais!
Talvez pulado primeiro?
“Zaratustra! Tinhas razão!”
Só ousa atravessar o abismo,
Aqueles que desejam sucumbir!
Talvez renascer? Como o tão declamado!
“Além do homem!”
Já não sei...pois já sucumbi...



Nuwanda

moira?

“Somos dotados de algum poder sobre nossas vidas?
Será que temos escolhas?
Ou escolhemos apenas aquilo que nos está disponível?
Há escolha?
Livre arbítrio?
Se digo que alguns podem ter “consciência” da escolha,
Para onde vai o destino?
Certamente choverá uma centena de argumentos em defesa do livre arbítrio e das escolhas!
Eu mesmo que o diga!
Mas, esta velha e sabia senhora: “verdade” não se mostra pra qualquer um! Sempre me satirizando! Me reduzindo!
Certezas?...
De novo vitima!
Contra todas as possibilidades, como Édipo
Fui em direção ao meu destino!
Você...”


Nuwanda

o que sou?

(uma resposta a você)

Não é você que eu odeio!
Não é você que eu desprezo!
Não é você o motivo de minha revolta!
Não é você o meu abandonar!
Minha vida é fazer o que odeio
É dar atenção ao que desprezo
É me calar, quando deveria falar!
Sufocando minha revolta dia após dia!
É me comprometer com o que devo abandonar.
Meu ódio é contra minha covardia!
Como um leão que perdeu o rugido.
Convivendo sem desprezo com este
Medo tolo do outro.
Sendo caça, quando devia ser caçador!
Minha revolta é sem coragem...
Minha ousadia para nas palavras,
Quando tenho asas e não uso pra voar!...
Sou aquele que se ajoelha,
Quando de pé devia estar!
O cativo que mesmo podendo fugir,
Se apavora e não foge.
Sou aquele que olha alem de qualquer um!
E não enxerga a um palmo do nariz...
Que só joga o jogo dos outros.
O louco que não ousa, ousar!
Espero que um dia possa me entender...
Aquele que só queria amar...

Nuwanda

MOIRA?

“Somos dotados de algum poder sobre nossas vidas?
Será que temos escolhas?
Ou escolhemos apenas aquilo que nos está disponível?
Há escolha?
Livre arbítrio?
Se digo que alguns podem ter “consciência” da escolha,
Para onde vai o destino?
Certamente choverá uma centena de argumentos em defesa do livre arbítrio e das escolhas!
Eu mesmo que o diga!
Mas, esta velha e sabia senhora: “verdade” não se mostra pra qualquer um! Sempre me satirizando! Me reduzindo!
Certezas?...
De novo vitima!
Contra todas as possibilidades, como Édipo
Fui em direção ao meu destino!
Você...”


Nuwanda

"incógnito"




“O que não se pode definir?

Ou melhor o que “achamos” que podemos definir, justificar, ou mesmo entender?
Realmente sempre nos ousamos a querer decifrar tudo!
E nos achamos bons em mais esta ilusão...
Sempre querendo colocar tudo dentro do plano da razão!
Mas, apenas os que nunca os viveram podem chegar a alguma conclusão!
Os sentimentos! Andam no caminho contrário da razão!
Sendo impossível, então qualquer entendimento!
Talvez, este seja o problema?
Entender o que se sente!
Pois assim complicamos o que sentimos.
Mas talvez seja de nossa natureza
O eterno questionar?
E assim nos distanciamos da felicidade?
Será?
O conhecimento muda tudo!
Pode até ser. Mas, no terreno dos sentimentos,
Ele inverte tudo!
Assim culpamos o sentimento que sentimos.
Oh! Sê bem vindo deus dos sentimentos!
Eros! Que venha de mãos dadas com Afrodite!
E que Dioniso! Seja o anfitrião!
Pois, eu já não entendo mais nada!
Sentimentos!
Ou será que alguma vez já os entendi?
Eis o castigo! De quem ousa desdenhar deles!
Todos de uma só vez!
Existe ser que os suporte?
Mas agora é tarde demais...
É querer o castigo!
...

Meu sonho




Eu Cavaleiro das armas escuras,



Onde vais pelas trevas impuras



Com a espada sangüenta na mão?



Por que brilham teus olhos ardentes



.



E gemidos nos lábios frementes



Vertem fogo do teu coração?



Cavaleiro, quem és? o remorso?



Do corcel te debruças no dorso.



.



E galopas do vale através.



Oh! da estrada acordando as poeiras



Não escutas gritar as caveiras



E morder-te o fantasma nos pés?



.



Onde vais pelas trevas impuras,



Cavaleiro das armas escuras,



Macilento qual morto na tumba?.



Tu escutas. Na longa montanha



.



Um tropel teu galope acompanha?



E um clamor de vingança retumba?



Cavaleiro, quem és?- que mistério,



Quem te força da morte no império



Pela noite assombrada a vagar?



.



alvares de azevedo