quarta-feira, 21 de maio de 2008

Eis o saber


Quem haveria de querer
Um olhar exarcebado
Que dilacera as ilusões
Que tanto nos ajudam a viver?

Quem haveria de querer
Um inquietamento na alma
Uma tristeza que não cessa em crescer
Que tem por companheiro a solidão?

Quem haveria de querer
Ser odiado pelos que lhe são próximos
E talvez com razão
Sendo inclusive odiado por si mesmo?

Quem haveria de querer
Deixar de ser feliz e amado
deixar de ser louco!
Deixar de o favorito da fortuna?

Quem haveria de querer
Se antes nos fosse advertido
Dos caminhos do saber
Senhora inimiga do prazer

Você haveria de querer?

Nuwanda

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