quarta-feira, 29 de junho de 2011

Entrelinhado



Existe algo tenebroso na escuridão
Que espreita e rouba o sossego
Algo inquietante sempre latente
Desespero sutil cotidianamente...



Existe algo que entristece
Quem ousa olhar as próprias dores?
Lágrimas descabidas da ausência dos porquês
Existências que se questionam incessantemente...



Existe algo que permanece escondido
Sob os espelhos em pedaços
Caleidoscópios de verdades destruídas
Que não se apagam, misturam-se convenientemente...



Existe algo incomensurável no espectro sombrio
Pairando sob as vidas despercebidas
Agonia inoportuna de se olhar esse vazio
Que... Para alguns não está tão vazio assim...

Nuwanda... Pra quê?

domingo, 12 de junho de 2011

Devoto





Vida que se funde na própria dor.
Cotidiano que se sente a cada momento,
No contentamento descontente,
De te amar assim sem nenhum pudor!



Somos loucos sonhadores entre às cruzes!
Nesses planos para o futuro que queremos...
Com a semente que germina em nossos corações.
Somos divinos! Somos deuses simplesmente!



Sente a chama devorar o meu peito?
Sente a dor que trago comigo veemente?
No te querer desta luta que massacra!
Esqueço por vezes de te amar como merece!



Logo que me resta? Nesta falta?
É ser-me teu devoto mais fiel?
No altar de teu amor que me cega?
Oh! Madona te dedico meu amor!


Nuwanda.


Amo-te na turbulência que vivemos...