sábado, 13 de agosto de 2011

Alétheia






Inferno permeado de tormentos
Que se sente em cada veia em cada milímetro
Tormento suportado na alegria dos atores!
Rodeado dos mais tenebrosos fantasmas...



Ranger de dentes nas madrugadas em claro!
Perda de tempo! Eis a essência incômoda de viver!
Quem sabe tornar sua mentira a mais sublime verdade?
Alétheia! Óh doce demonio...





Parecer ser! Parecer ter! Ser feliz...
Bendito os que sabem viver na superfície!
E nesse mundo de tantas luzes ser cego é saber ver...



Separados por abismos da mais repleta escuridão
E no paradoxo sombrio do pináculo de nossas vidas!
Só nós podemos ver Alétheia! A verdades dos profundos...



Nuwanda... Poemas de agosto,





quarta-feira, 13 de julho de 2011

Ágape



É neste amor ensandecido que te devoro!
Na loucura incontida dos amantes!
Para nós tudo é novo! Rivigoro!

Estamos além de tudo cintilantes!


E nesse sentir além das nuvens
Não temos limites!
Nem valores!
Nem pudores...


Somos um afinal! Depois de tantas dores ...
Que agora tão medíocres nos parecem
Que se somem em nossos risos de amantes!


Nós criamos algo novo que não se viu
Somos assim como deuses criadores!
Juras de eu te amo não usamos!



[ Somos Deuses em nossa língua imortal...


Nuwanda...Ágape

domingo, 3 de julho de 2011

Doce mediocridade


Maldita toda essa gente!
Que se auto afirma em suas ilusões
Maldito sejam esses vermes dementes
Em sua frases prontas e vulgares jargões!


Ser feliz é ser cativo da hipocrisia?
Ser feliz é defender princípios criados na farsa?
Exploda-se em mil pedaços essa gente! Essa falácia!
Pobres miseráveis de mente vil e esparsa!


Que me venha a infelicidade dos justos!
A dor de se ver mais que os outros!
Rejeitando os amores vazios a qualquer custo!





E me deleito na solidão dos que tem asas!
Rindo da poeira dos que não são nada!
Nesta vida de reflexos vazios...


Nwanda... Vendo além de demonios e lobos...

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Entrelinhado



Existe algo tenebroso na escuridão
Que espreita e rouba o sossego
Algo inquietante sempre latente
Desespero sutil cotidianamente...



Existe algo que entristece
Quem ousa olhar as próprias dores?
Lágrimas descabidas da ausência dos porquês
Existências que se questionam incessantemente...



Existe algo que permanece escondido
Sob os espelhos em pedaços
Caleidoscópios de verdades destruídas
Que não se apagam, misturam-se convenientemente...



Existe algo incomensurável no espectro sombrio
Pairando sob as vidas despercebidas
Agonia inoportuna de se olhar esse vazio
Que... Para alguns não está tão vazio assim...

Nuwanda... Pra quê?

domingo, 12 de junho de 2011

Devoto





Vida que se funde na própria dor.
Cotidiano que se sente a cada momento,
No contentamento descontente,
De te amar assim sem nenhum pudor!



Somos loucos sonhadores entre às cruzes!
Nesses planos para o futuro que queremos...
Com a semente que germina em nossos corações.
Somos divinos! Somos deuses simplesmente!



Sente a chama devorar o meu peito?
Sente a dor que trago comigo veemente?
No te querer desta luta que massacra!
Esqueço por vezes de te amar como merece!



Logo que me resta? Nesta falta?
É ser-me teu devoto mais fiel?
No altar de teu amor que me cega?
Oh! Madona te dedico meu amor!


Nuwanda.


Amo-te na turbulência que vivemos...

domingo, 22 de maio de 2011

Ruínas



Tragado pelo cotidiano vivido

Decisões limitadas pelo olhar detido

Atomizado pelo desespero de tantas ideologias

Lutando de maneira vã sinto a atrofia...




Quem sabe se enganar melhor?

Perdidos nesta vida sem sentido

Não olhar! Não olhar! Dando vivas ao "criador"

E nas próprias mentiras agradecido...




Ouso olhar essa limitação em que vivo!

Desdenhando da paz que não preciso!

Vendo as minhas verdades deixo de ser cativo...




Quem se iguala aos que podem enxergar?

Quem se iguala dos que ousam pensar?

Além de suas próprias mentiras! E ser combativo?



.

Nuwanda...Rindo dos alicerces caídos.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Sombra






Olho no espelho e não há nada lá...

Apenas o reflexo vazio indizível

Uma escuridão que assusta

De não ver a si mesmo...



Quanto tempo vou levar?

Para ver que ver que não vivo...

Tudo que sou destinado a viver

Posso tanto! Por que não ouso nada?



Na solidão fria de se estar consigo mesmo...

Perdendo tempo que não voltará mais...

Silhuetas sem rosto! Reflexos vazios...



Poemas sem rima sem amor

Vida sem crenças!

Nas felicidades tristes que crio...


Nuwanda... [Na madruga não deve olhar espelhos...