segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Estar


Quem há de pular?
Lançar-se no mais escuro,
Dos buracos negros...
E no fim espatifar-se de cara ao chão!

Refazer-se, levantar-se?
Rastejar e subir novamente?
Para lançar-se! Cair repetidamente?
Aqui em baixo na pressa em subir,
Ou no desespero da perda...
Quantas coisas deixamos de ver...
.
Deixo os meus pedaços atirados ao chão!
E sento-me a contemplar essa dor...
E percebo como cresço com ela irrefutavelmente,
Mesmo que despedaçado me ergo na lama...

Fria, estéril e vazia...
Onde poucos ousam permanecer...
É onde quero estar,
Até que crie asas de verdade...

.
Nuwanda...

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