
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
A beira

A beira deste abismo
Percebo que não posso mais adiar
Inclino-me e olho para baixo...
Com este vento a provocar-me!
Sucumbir! Se perder! Protelar?
Não existem ecos...Não
Mas eis que subitamente!
Ouço perfeitamente tua voz:
"Pula...Te joga...atira-te!"
Dou alguns passos para trás
Novamente o silêncio...
Maldito vento a provocar-me!
Hesito...Valerá a pena?
Tomo impulso novamente!
E lembro-me de Eros e Psique...
E olho a distância que me separa da queda
Ainda tenho algo a perder?
Neste último lance!
Corro desesperadamente!
Quebro o silêncio deste ermo!
Eros!!! Eros!!!
Atiro-me!
Na queda passam-me as lembranças de tudo
Que teu lábios me disseram, cada sílaba...
(...)
Só desta forma posso amar!
Medo?
Hesitação?
Escolha?
Coragem?
Nada mais faz nenhum sentido...
É cair!
Render-se!
Enlouquecer!
[Agora entendo porque não gritei Psique...
Nuwanda
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