sábado, 28 de fevereiro de 2015
Nossos versos
É assim a escrita do nosso amor
Não há tinta nem pena a rabiscar
Nestes versos tão secretos o esplendor
De tua vida com a minha além-mar...
Em ti escrevo a mais bela das sinfonias
Nossos corpos em poesia satisfaço
Todas as dores que carrego em agonia
De não te ter nesta falta ó cansaço!
E em ti surgem os mais belos traços
Linda poesia em descompasso
Dos nossos suspiros em alegria
E tudo assim torna-se felicidade
Na simplicidade dos nossos desejos
Os sentimentos ganham a imensidade...
Nuwanda... [ Nem deus, nem príncipe... menino!
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
Vê
Quem pode escutar os nossos sussuros?
Quem sabe se dar entre nosso olhar?
Chuva de versos nas declarações ocultas
No silêncio entre barulhos de tantas vozes
No piscar dos teus cílios
Convite deste mergulho em ti
Na empatia dos que não precisam falar
No incêndio dos corações dispostos...
Óh! Doce linguagem que não requer palavras
Nada! Nada! solidão repleta de cores
Arco iris nos teus olhos...
Perceber...
Permitir...
Transgredir...
Nuwanda. Pode olhar? Vê...
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Éthos
Para quê escrever as mesmas coisas
As mesmas mágoas e desenganos
Perceber através de linhas dispersas
Que nada muda no final?
Não posso esconder-me do que sou!
Ser sozinho no abismo de mim mesmo
Na tentativa frustrada de todos os dias...
Alma inquieta das escolhas tristes penitente
Cercado pela miséria dos que me rodeiam
Nos pesados grilhões da ignorância
Almas abarrotadas das promessas de salvação
Nas verdades deste mundo inexisto...
Marginal escondido nos rótulos do permitido
Na apatia que em mim se espalhou.
Nuwanda...
sábado, 10 de maio de 2014
A flor que nunca te dei
Sonhei certa vez com flores de anis
Belo presente para promessas de um infeliz
Lírios tão belos como os olhos teus
Narcisos presos entre a ira de deus...
E nosso amor nunca foi tão florido!
Chuva de rosas e corações acendidos...
E tudo é luz nas pétalas dos girassóis
Felicidade incontida entre os rouxinóis!
E acordo deste sonho tão bonito!
Ilusões entre devaneios benditos...
Dou-me conta dos meus inúmeros fracassos!
Lembrando-me desta flor que nunca existiu... Fico contente!
Nas tempestades de nosso amor sobrevivente...
Sentimos as cores e os perfumes de todas as flores...
[Impregnado em nossos lençóis...]
Nuwanda.
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Sonhos
A você
Nesta vida eu ando a alentarO desterro dos meus sonhos a morrer
Que pelo caminho vejo-os ficar
Cada um dos meus anseios adormecer
Desespero de comigo não os ter
Na angústia de procurar e não ver nada!
Perdido sem luz, escurecer...
Castelo de sonhos em derrocada!
Na agonia de encontrar o meu destino
Ser crente penitente, cristalino!
E que ao fingir nem a mim posso enganar...
Invoco o sonho e levanto os braços
Minhas esperanças! Ó desatino! Cansaço...
Sem alento no definhar dos vivos...
Nuwanda? Sonhador?
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Reino das possibilidades
Onde está este lugar encantado?
Este lugar onde tudo é possível?
Destino das viagens mais penosas?
Reino das possibilidades infinitas?
Será que todos nascem com esse devir?
Ser aquilo que poderia ter sido?
Ou não ser? E fugir do destino?
Amor ou desamor? Felicidade no desatino?
Ou tudo não passa de esperanças vãs?
Invernos tristes nas almas e corações combalidos?
Demônio que renasce todos os dias!
E neste final das coisas que poderiam ter sido!
Dou meu último brado aguerrido!
Oh! Coração! Meu coração!
Nuwanda! (Tombado, frio e morto?)
Poetas?
Talvez esteja fadado a observar
tudo que já não pode mais ser visto.
Escondido sob as cortinas observando,
talvez esteja destinado a sentir tudo,
todos os sentimentos em cada criatura
como se meus fossem, como um ladrão.
Deverás não possam sentir por si mesmos!
Ou será que eu necessito do sentir esquecido dos outros?
Em mim tudo se transforma em fogo e dor.
Rasgando minhas entranhas ininterruptamente,
talvez seja esse o destino dos poetas (...)
dos mártires de um mundo que não pode mais ver,
de um mundo que não consegue mais amar,
dos que vivem e já não podem mais viver (...) e assim vivo!
Não por mim, mas por todos que esqueceram
de viver de verdade... Mas são felizes...
Nuwanda?
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