sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Vislumbre
Para que serve-me estas mãos?
Senão para tocar-te!
Para que serve-me esta boca?
Senão para beijar-te!
E estes dedos que seguram a pena?
Que outra utilidade teria?
Senão compor-te a mais bela das sinfonias!
E perdem o tempo os tolos...
Invertendo a criação de nossas vidas
De faces imersas na melancolia
Contando moedas à beira do abismo
Salve meus olhos então!
Que te veem todos os dias!
Benditos em contemplar toda tua harmonia...
Nuwanda...
Idiossincrasia
Devora-me! arranca-me todos os pedaços!
Nesta ignorância que se espalha sinto o cansaço
E sigo pelas estradas desgastadas desta vida
Perdendo minha juventude a cada mordida...
Areia que cai no descompasso de minha agonia
E desperto deste sono em plena arritmia
Sufocado pelo esplendor desta aurora
Onde fenecem as mais lindas flores de outrora...
E sinto brotar de onde nada se via!
O calor de minha alma a alegria
Vislumbrando na derradeira hora...
Que estamos todos presos à teu laço
Mentindo no desconforto deste abraço
Oh tempo! Que para ninguém há saída...
Nuwanda
terça-feira, 16 de abril de 2013
Poseidon
Nesta vida o que realmente nos importa?
Quem pode dizer tudo que esta por vir?
Quantas tormentas há de se viver?
Será esta a calmaria entre a tempestade?...
Sobre nossas cabeças meu irmão!
Preparemos as velas para os ventos de furacão!
Então! Porque não dizer!? Deixa vir! Deixa vir!
Não fora assim durante toda nossa existência!?
Logo brevemente não estaremos nesses mares
Ancorados? Naufragados?...
Será que nos importará o desfecho?
Somos os capitães desta nau bravia!
Quantos não sonham em ser como nós?
Restando-os bradar oh capitão! Meu capitão!
Nuwanda!
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Renascer
Um renascimento por assim dizer
Intenso em sua própria natureza!
Estranho, assustador, destruidor...
Arrebentar as possibilidades, expandir-se
Cada nervo, cada vértebra, todo corpo
Alma que grita por liberdade em um instante!
Desequilíbrio, desmaio, renascer...
Descaminho incompreendido
Ausência de sentimentos
Desmoronamento de si...
E neste necessário despertar
Quanto tempo leva para se perceber?
(...) Para mim este instante...
Nuwanda.
segunda-feira, 11 de março de 2013
A forma e o vazio
Escrever poesias é se encher
De esperanças onde tudo inexiste
Mentir pra si e para o mundo
Ser forte vendo tudo se esvaindo...
Apontar os caminhos das quimeras
Nos castelos de cartas o paraíso!
Espalhando alegrias escondidas num segundo
Milhares de possibilidades no abismo...
Finitude que se encerra no infinito
Enganando a todos sem mirar os espelhos
Amores eternos nas pétalas de uma rosa...
E no vislumbre de um olhar
Perceber que nesta vida...
A verdade se esconde no vazio.
Nuwanda
sábado, 5 de janeiro de 2013
(Im)possibilidade?
Nos suicídios coletivos não se existe
Desespero de encontrar uma paixão
Na ilusão de felicidade sair do chão
Se perder na imensidade sem ser triste
Na intensidade dos teus olhos, oceanos
Infinitos são os mares a navegar...
Em ti singrar a mais bravia das tormentas
E no fim do arco iris de teus orbes, o profano...
Que se abata a queda do firmamento!
No reflexo azul de te mirar, renascimento!
Ser apenas um com o mundo em descompasso...
Como nas mais belas das melodias
Corpos unidos sendo um, todavia
E nos jogos de Deus à ironia...
Nuwanda...("Faz de conta ou faz acontecer")
sábado, 24 de novembro de 2012
Loureiro
Nada é como gostaríamos que fosse
Tudo é irreal, líquido como esta realidade,
Se desfazendo em sua solidez
Mas, necessitamos tanto de permanências...
Corações que nos são oferecidos,
Sonhos e vidas que não nos pertencem
E voltamos a nos questionar [Dia após dia...
Por que não amar quem nos ama?
E amamos o que é impossível
Tendo mais do que poderíamos sonhar
Nada se torna suficiente nem sequer o infinito...
Seguindo os versos de mágoas idas...
Andarilhos de vidas perdidas
Onde nem eu nem você teremos o paraíso.
Nuwanda
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