quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Tudo


Tudo em mim agora é tao pequeno
Tudo simples sem maiores alaridos
Passam-se os anos, passam-se as vidas
Sempre tentando, buscando o infinito...

Tempo que se torna o grande advento
Visões envelhecidas, brutalmente aguçadas
Esvaem-se as alegrias, as cores, a fantasia
E tudo se torna tão ínfimo sem importância...

Todos cegos! Quem se importa? Eu me importo?
Em meio ao lixo tantos tentam viver
Meu lugar nesse mundo inexiste?

E o fogo que em mim queimava
Já não arde, não aquece, apagou?
Por que então ainda não deixo de inquietar-me?


Nwanda...Ainda escrevivendo?

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Ilusão



O que será do poeta descrente?
Quando suas musas caem despedaçadas
Versos de sangue na madrugada
Que será do andarilho penitente?

Ai daquele que escreve com amargura e rancor
Versos frios sem sentimento
Falseando máscaras jogadas ao vento
Nos fantásticos desejos irreais gladiador...


Quem há de cativar a indiferença?
Quem há de amar por si só como sentença?
Amar quem não devota sua alma?

Lamentos e murmúrios entre essa gente
Que são benditos de teus benfazejos
Maya dai-me a dádiva do esquecimento...

Nuwanda...

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Eudaimonia



Talvez esteja fadado a vislumbrar
Tudo que já não pode mais ser visto
Atrás dos holofotes o espetáculo irreal
Talvez esteja fadado a sentir
Sentir tudo, todos os sentimentos em cada criatura
Como se meus fossem, como um ladrão
Que não podendo sentir por si mesmo
Necessita do sentimento velado de cada atitude
E  tudo se torna fogo e dor
E as entranhas rasgam ininterruptamente
Talvez seja esse o destino dos poetas
Dos mártires de um mundo que já não pode mais ver
Do mundo que já não pode mais amar
Dos que vivem e já não podem mais viver
[...]
E assim vivo não por mim, mas por todos que esqueceram
De viver de verdade nas suas Alétheias reluzentes...

Nuwanda

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Aforismo


E tudo chega em mim de forma tão inesperada
Fogo que me consome em louco arrebatamento
Mistérios que planejam uma emboscada
Desdobramentos desta chama tênue de um momento...

E no distante eu ideal que almejo ser
Forças contrárias me impedem de chegar
Procurando o descaminho para me esquecer

Antagonismos nesta sede de infinito que me assola...

E cada vez que aponto-me para o norte almejado
O tão sonhado encontro da minha existência verdadeira
Sopram os ventos de tempestade que  me mantém afastado...

E quando tudo esfria no mais profundo congelamento
Sonho em poder novamente acender o desejo de viver
Nesta vida que me repele de mim mesmo lentamente...

Nuwanda

sábado, 1 de setembro de 2012

Atalho


Se repetem os dias lentamente
Pensamentos destrutivos a me questionar
E por um segundo sou crente à alentar
E vejo a pessoa que minha alma é dependente...

E ao segurar sua mão toda a treva refulgiu
Derretendo o gelo que em mim estava
E sois a luz que na escuridão desbrava!
Nascer do sol com o amor que me fugiu...

E vejo num lampejo como minto
E novamente estou fugindo
Nesses atalhos por onde ando...

E um novo amor há alvorecer
É desamor retumbante à esvaecer
Nesse coração que também se engana...

Nuwanda...



quarta-feira, 29 de agosto de 2012

domingo, 26 de agosto de 2012

Glória


Deixe-se encher por este sentimento
Mas, não transborde de contentamento
Mesmo que envolto em tristeza...
Pois o que é ser feliz plenamente?


Felicidade projetada aos quatro ventos!
Alegria concretizada nos holofotes
Felizes em meio a tanta miséria
Pobreza de todos os sentidos...Júbilo!


Oh Fortuna! Em teus braços só os mais egoístas!
Para quê! Divergir de tudo? Por que não ser feliz?
Salvação ou condenação? Corações de gelo...

Felicidade ou infelicidade
Tornaram-se questões de sensibilidade
Empatia ao mundo que te cerca...

E se, assim for,
Deixo a satisfação
A divindade para os egoístas...

nuwanda! Vivo.