quarta-feira, 29 de agosto de 2012

domingo, 26 de agosto de 2012

Glória


Deixe-se encher por este sentimento
Mas, não transborde de contentamento
Mesmo que envolto em tristeza...
Pois o que é ser feliz plenamente?


Felicidade projetada aos quatro ventos!
Alegria concretizada nos holofotes
Felizes em meio a tanta miséria
Pobreza de todos os sentidos...Júbilo!


Oh Fortuna! Em teus braços só os mais egoístas!
Para quê! Divergir de tudo? Por que não ser feliz?
Salvação ou condenação? Corações de gelo...

Felicidade ou infelicidade
Tornaram-se questões de sensibilidade
Empatia ao mundo que te cerca...

E se, assim for,
Deixo a satisfação
A divindade para os egoístas...

nuwanda! Vivo.



quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Música



Nos meus olhos tristes
Em minha vociferada melancolia
Olha-me meu amor!
Não com o pessimismo de minhas palavras
Não! Elas nada querem dizer que já não saiba...

Escuta-me como doce melodia
Uma musica! Deixe que te toque
Faça-me sublime como as melodias!
Que nenhuma "poesia" jamais sonhou ousar!
E dance! Embalada em meu olhar triste...

E todos os dias tornam-se amanhecer de domingo!
Onde nós não sairemos de nossa alcova!

Ignora então! Meu realismo tão importuno
Pessimismo malogrado, incômodo!
Baila comigo em meio à loucura desta vida

E já não serei mais triste
Já não seremos sozinhos...

Nuwanda.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Adverso



Houve outrora a quietude?
A paz sossegada desta gente?
Equilíbrio desequilibrado dormente?
No conforto desta vicissitude?

Não! Jamais me foi concedido!
A quietude do mortos vivos...
Pois na adversidade sou combativo!
Miríades de sonhos descomedidos...

E me cerca esta gente!
Banalidades receosas, descontentes?
E o cotidiano me atomiza...

E acordo do sono destes tristes
E vejo que estou feliz estranhamente...
No descontentamento de minha alegria!

Nuwanda.

domingo, 13 de maio de 2012

Rosa

Na vivência corrida do cotidiano
Tanta coisa importante se esquece
 E é preciso uma data consumista
Para dizer que se ama...

Na minha ignorância do dia-a-dia
Na ausência de minhas ações e atitudes
Faço destas palavras minha revelação
Pois você é o motivo de minha existência...

Quantas tribulações passamos
Quantos anos sofremos juntos
 Só eu e você sabemos...

Neste dia como quaisquer outro
Faço do meu viver o teu presente
Por que sois o motivo da minha existência...

[Obrigado mãe]


Teu filho.

sábado, 31 de março de 2012

Longe sobre as montanhas



O tormento das mesmas coisas
Que rasgam a carne por dentro
Dilaceram as vontades e desejos
E as palavras tomam o mundo vivido
E tudo torna-se igual sem gosto...

Talvez a hora de parar
Não escrever sequer um pensamento
Talvez a felicidade de não pensar?
Nesta noite insone desejo o sono
Sono em vida na paz que nunca quis..

Sufocar essa vontade mórbida
Que sufoca e aquece paradoxalmente
Nascido em uma época errônea, insuportável...

Solidão na multidão
Corações envaidecidos
Nas bençãos da divina da ignorância...

NUWANDA

quinta-feira, 29 de março de 2012

Velas negras



Como esses dias de silêncio sufocam
Aperto no peito e coração gélido...
Preciso respirar profundamente
Não existe ar suficiente agora...

Sobre minha cabeça as velas negras
Erguidas pela arrogância incompreendida...
E neste veleiro solitário...
Sob o mastro que me leva... Solidão.

Dai-me teus pedaços!
Deixa que tua boca seja meu ar enfim...
Na antropofagia de se iludir... Devoro-te...

Velas negras! Tempestades! Não se vão!
Ainda vivo! Mesmo sem tua boca!
Seguindo sozinho entre verdades de demonios...

Nuwanda... [desafios de escrever quando se está "vazio"]