terça-feira, 31 de maio de 2016

Desalento




Que me venha nesta noite novamente
Os versos mais escuros destrutivos!
Do devir miserável de tudo que é vivo
Ilusões do grande sonho de nada morrer!

E tudo que se sonha é poeira no ar!

Onde tentamos agarrar nesse curso tão sinistro
Para ver que tudo é vão! Divergente!
E choramos com o que poderia ter sido...

Nada mais torna-se fácil!

Nossos destinos destruídos
Artifícios das nossas próprias quimeras!

No chão olhamos como tudo é de verdade!

Alicerce dos sonhos em derrocada...
Entre os escombros ergue-se o muro da impossibilidade!

Raul...(Marginal)

quarta-feira, 23 de março de 2016

Devir



Procuro em todos os lugares
Sinais que mostrem o futuro
Nesse devir que tanto almejo
Nas placas dos carros, combinações
Segredo escondidos que determinem 
As mudanças que estão por vir.

E sonho...
Sonho...
E sonho novamente...

E em todo o meu ceticismo de outrora
Transmuto-me e vejo nascer em mim
A fé que há tanto tempo perdi
E assim acredito!

Nas mudanças...
Mudanças...
Possibilidades...

Você fez nascer em mim um novo ser!
E as montanhas mudarão de lugar!
Porque entre nós existe o que poucos
Acharam ou encontrarão um dia:
Reciprocidade, cumplicidade, amor...

Nuwanda... (Além das reticências)


segunda-feira, 7 de março de 2016

Reescrita



Queria escrever novamente
Os versos puros de outrora
Destruindo as jaulas sem demora!
No transbordar deste azul crescente!

Erguer as armas! No bom combate vencer!
Sair das sombras e na luz ser vida...
Não sobrar sequer um instinto suicida...
E de mãos dadas assistir o alvorecer!

E sigo assim capturado
No sofrimento abnegado?
Nos sonhos que quero agora!

E entre os versos que não mais escrevo!
As palavras! Os sentimentos! Circunscrevo...
Todas as palavras do mundo beijando tua boca!

Nuwanda! Sobrevivente nos teus olhos...

sábado, 24 de outubro de 2015

Vida

Nesta vida ando a desejar
Tudo que não se pode almejar
Quero tudo entre tantos estilhaços
Querer! Querer? Prender-me no teu laço...

E ando solitário neste mundo triste
A refletir tudo que existe
E nesta dor que me dilacera
Espero a tão sonhada primavera...

E tudo torna-se de ouro
Tudo reluz é duradouro
No brilho que teus olhos me trazem...

Pois sei que neste mundo!
Frágil! Imperfeito! Infecundo!
É o teu ser que enche o meu coração...

Nuwanda...(à vida!)

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Vertigem


Tudo se desfaz como a rosa despetalada
E os dias passam com o bater dos sinos
Pensamentos desvairados nesta estrada...
Sinto o medo de não ser você o meu destino...

Castelos de ouro? Camas de cetim?
E sou o mais pobre sem teu abraço!
Como fazer para você evitar esse fim?
Mover as montanhas! Sem você? Fracasso...

Vem! Segura em mim sem medo
Sem você não existe esta cruzada!
O melhor lugar do mundo nos espera!

À beira do abismo podemos mudar o mundo!
E nunca nos arrependeremos!
De ter sofrido! De ter vivido...

Nuwanda! ( Já pulei...)

domingo, 16 de agosto de 2015

As vezes permito-me sorrir


Tanto sofrimento em nosso coração?...
Lágrimas externam a dor altiva e forte 
Que consterna nossa alma à morte
Afastando você de mim! Eis minha aflição!
 
E o mundo mostra sua face em vão!
Nosso amor é jogado a própria sorte!
Nesse caminho não enxergamos mais o norte...
E toda esperança se esvai sem razão...
 
Me deparo frente a você, Amor, não te esqueci,
E o sorriso docemente vem em mim para lembrar
Que meu amor é crescente por ti!
 
E tudo corre sempre assim:
Desafio que cresce incessantemente
Provando nosso amor paradoxal...

 Nuwanda... : )

terça-feira, 4 de agosto de 2015

(...)



Os dias passam como se nada mais importasse
As lagrimas dão lugar aquilo que já não existe
E o tempo passa repetidamente...
Cotidiano anestesiado inerte...

Perdido nos sonhos das quimeras idas...
Não é possível mais respirar!
Sentidos de existir? Onde foram?
O toque que apazigua, que conforta...

Morte em vida, amarga rotina!
Olhos fixos na virtualidade vazia
E nada mais será como foi um dia...

Círculo polar nas noites não dormidas...
Escolhas feitas em agonia!
Nesta vida que já não é mais vida...

Nuwanda? Meu último soneto.