sábado, 24 de outubro de 2015

Vida

Nesta vida ando a desejar
Tudo que não se pode almejar
Quero tudo entre tantos estilhaços
Querer! Querer? Prender-me no teu laço...

E ando solitário neste mundo triste
A refletir tudo que existe
E nesta dor que me dilacera
Espero a tão sonhada primavera...

E tudo torna-se de ouro
Tudo reluz é duradouro
No brilho que teus olhos me trazem...

Pois sei que neste mundo!
Frágil! Imperfeito! Infecundo!
É o teu ser que enche o meu coração...

Nuwanda...(à vida!)

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Vertigem


Tudo se desfaz como a rosa despetalada
E os dias passam com o bater dos sinos
Pensamentos desvairados nesta estrada...
Sinto o medo de não ser você o meu destino...

Castelos de ouro? Camas de cetim?
E sou o mais pobre sem teu abraço!
Como fazer para você evitar esse fim?
Mover as montanhas! Sem você? Fracasso...

Vem! Segura em mim sem medo
Sem você não existe esta cruzada!
O melhor lugar do mundo nos espera!

À beira do abismo podemos mudar o mundo!
E nunca nos arrependeremos!
De ter sofrido! De ter vivido...

Nuwanda! ( Já pulei...)

domingo, 16 de agosto de 2015

As vezes permito-me sorrir


Tanto sofrimento em nosso coração?...
Lágrimas externam a dor altiva e forte 
Que consterna nossa alma à morte
Afastando você de mim! Eis minha aflição!
 
E o mundo mostra sua face em vão!
Nosso amor é jogado a própria sorte!
Nesse caminho não enxergamos mais o norte...
E toda esperança se esvai sem razão...
 
Me deparo frente a você, Amor, não te esqueci,
E o sorriso docemente vem em mim para lembrar
Que meu amor é crescente por ti!
 
E tudo corre sempre assim:
Desafio que cresce incessantemente
Provando nosso amor paradoxal...

 Nuwanda... : )

terça-feira, 4 de agosto de 2015

(...)



Os dias passam como se nada mais importasse
As lagrimas dão lugar aquilo que já não existe
E o tempo passa repetidamente...
Cotidiano anestesiado inerte...

Perdido nos sonhos das quimeras idas...
Não é possível mais respirar!
Sentidos de existir? Onde foram?
O toque que apazigua, que conforta...

Morte em vida, amarga rotina!
Olhos fixos na virtualidade vazia
E nada mais será como foi um dia...

Círculo polar nas noites não dormidas...
Escolhas feitas em agonia!
Nesta vida que já não é mais vida...

Nuwanda? Meu último soneto.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Montanha russa


Nosso amor é assim
Como as montanhas russas
E subimos docemente à felicidade
E descemos velozmente à ferocidade


E vivemos o mais louco dos amores
Subindo e descendo nesta vida enlouquecida
Quais amores têm nossa rotina?
Nosso desejo? Nossa reciprocidade?


Assim seguimos vivendo
Assim seguimos amando
Um grande amor com certeza!


E amamos e sentimos
O que muitos em muitas vidas
Só verão nos filmes...


nuwanda...

(Im)perfeição


Vida!
Abraço!
Flor!
Alegria!


Mas, como diria o poeta:
"No meio do caminho tinha uma pedra"

(...)

Nossos segundos não são os mesmos dos normais!
Nosso tempo é vivido, não entendido...

E mesmo assim paradoxalmente,
Somos aqueles (poucos) que entendem!
O sentido da própria vida...


"Tinha uma pedra no meio do caminho"

(...)

E se tudo fosse perfeito em nossas vidas
Não seria esse o mais belo dos sonetos?
Desconexo, imperfeito, e ainda há beleza no firmamento!
Advento de um novo dia que há de vir...


"Nas pedras que ficaram para trás..."

(...)

Nuwanda...(Juro que tentei escrever um soneto)

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Efemeridade das flores


Dor causticante em cada parte de mim
Alternância inconstante de emoções
Felicidade momentânea entre o caos
Dor que se instala na alma...


Na efemeridade das flores
Deposito todos os meus desejos
E ouso desta forma possuir o infinito!
Doçura das pétalas entre tantos espinhos


Estremeço! Oh sensações "tri loucas"!
Em um segundo sou príncipe sou forte!
E minha redoma te protege do frio lá fora!


Mas, esqueço que sem você!
Não sou príncipe, nem sou forte!
Sob a redoma que você não está...


Nuwanda... Infante!