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Tantos versos idos...
Tantas ilusões esquecidas
Palavras jogadas ao vento
Sentimentos dispersos à espera...
Inverno frio congelante
Coração de pedra ofegante
Nunca aquecido nunca desprotegido
Armaduras de desdém e desprezo
(...)
Enfim!A primavera chegou!
Nos meus versos de profecia
Você chegou! Você chegou!
Sem armaduras desprotegido!
Por você! Para você!
Tudo aqui escrito...
Nuwanda! Enquanto dormes...
É assim a escrita do nosso amor
Não há tinta nem pena a rabiscar
Nestes versos tão secretos o esplendor
De tua vida com a minha além-mar...
Em ti escrevo a mais bela das sinfonias
Nossos corpos em poesia satisfaço
Todas as dores que carrego em agonia
De não te ter nesta falta ó cansaço!
E em ti surgem os mais belos traços
Linda poesia em descompasso
Dos nossos suspiros em alegria
E tudo assim torna-se felicidade
Na simplicidade dos nossos desejos
Os sentimentos ganham a imensidade...
Nuwanda... [ Nem deus, nem príncipe... menino!
Quem pode escutar os nossos sussuros?
Quem sabe se dar entre nosso olhar?
Chuva de versos nas declarações ocultas
No silêncio entre barulhos de tantas vozes
No piscar dos teus cílios
Convite deste mergulho em ti
Na empatia dos que não precisam falar
No incêndio dos corações dispostos...
Óh! Doce linguagem que não requer palavras
Nada! Nada! solidão repleta de cores
Arco iris nos teus olhos...
Perceber...
Permitir...
Transgredir...
Nuwanda. Pode olhar? Vê...
Para quê escrever as mesmas coisas
As mesmas mágoas e desenganos
Perceber através de linhas dispersas
Que nada muda no final?
Não posso esconder-me do que sou!
Ser sozinho no abismo de mim mesmo
Na tentativa frustrada de todos os dias...
Alma inquieta das escolhas tristes penitente
Cercado pela miséria dos que me rodeiam
Nos pesados grilhões da ignorância
Almas abarrotadas das promessas de salvação
Nas verdades deste mundo inexisto...
Marginal escondido nos rótulos do permitido
Na apatia que em mim se espalhou.
Nuwanda...
Sonhei certa vez com flores de anis
Belo presente para promessas de um infeliz
Lírios tão belos como os olhos teus
Narcisos presos entre a ira de deus...
E nosso amor nunca foi tão florido!
Chuva de rosas e corações acendidos...
E tudo é luz nas pétalas dos girassóis
Felicidade incontida entre os rouxinóis!
E acordo deste sonho tão bonito!
Ilusões entre devaneios benditos...
Dou-me conta dos meus inúmeros fracassos!
Lembrando-me desta flor que nunca existiu... Fico contente!
Nas tempestades de nosso amor sobrevivente...
Sentimos as cores e os perfumes de todas as flores...
[Impregnado em nossos lençóis...]
Nuwanda.
A você
Nesta vida eu ando a alentar
O desterro dos meus sonhos a morrer
Que pelo caminho vejo-os ficar
Cada um dos meus anseios adormecer
Desespero de comigo não os ter
Na angústia de procurar e não ver nada!
Perdido sem luz, escurecer...
Castelo de sonhos em derrocada!
Na agonia de encontrar o meu destino
Ser crente penitente, cristalino!
E que ao fingir nem a mim posso enganar...
Invoco o sonho e levanto os braços
Minhas esperanças! Ó desatino! Cansaço...
Sem alento no definhar dos vivos...
Nuwanda? Sonhador?
Onde está este lugar encantado?
Este lugar onde tudo é possível?
Destino das viagens mais penosas?
Reino das possibilidades infinitas?
Será que todos nascem com esse devir?
Ser aquilo que poderia ter sido?
Ou não ser? E fugir do destino?
Amor ou desamor? Felicidade no desatino?
Ou tudo não passa de esperanças vãs?
Invernos tristes nas almas e corações combalidos?
Demônio que renasce todos os dias!
E neste final das coisas que poderiam ter sido!
Dou meu último brado aguerrido!
Oh! Coração! Meu coração!
Nuwanda! (Tombado, frio e morto?)