quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Aforismo
E tudo chega em mim de forma tão inesperada
Fogo que me consome em louco arrebatamento
Mistérios que planejam uma emboscada
Desdobramentos desta chama tênue de um momento...
E no distante eu ideal que almejo ser
Forças contrárias me impedem de chegar
Procurando o descaminho para me esquecer
Antagonismos nesta sede de infinito que me assola...
E cada vez que aponto-me para o norte almejado
O tão sonhado encontro da minha existência verdadeira
Sopram os ventos de tempestade que me mantém afastado...
E quando tudo esfria no mais profundo congelamento
Sonho em poder novamente acender o desejo de viver
Nesta vida que me repele de mim mesmo lentamente...
Nuwanda
sábado, 1 de setembro de 2012
Atalho
Se repetem os dias lentamente
Pensamentos destrutivos a me questionar
E por um segundo sou crente à alentar
E vejo a pessoa que minha alma é dependente...
E ao segurar sua mão toda a treva refulgiu
Derretendo o gelo que em mim estava
E sois a luz que na escuridão desbrava!
Nascer do sol com o amor que me fugiu...
E vejo num lampejo como minto
E novamente estou fugindo
Nesses atalhos por onde ando...
E um novo amor há alvorecer
É desamor retumbante à esvaecer
Nesse coração que também se engana...
Nuwanda...
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
domingo, 26 de agosto de 2012
Glória
Deixe-se encher por este sentimento
Mas, não transborde de contentamento
Mesmo que envolto em tristeza...
Pois o que é ser feliz plenamente?
Felicidade projetada aos quatro ventos!
Alegria concretizada nos holofotes
Felizes em meio a tanta miséria
Pobreza de todos os sentidos...Júbilo!
Oh Fortuna! Em teus braços só os mais egoístas!
Para quê! Divergir de tudo? Por que não ser feliz?
Salvação ou condenação? Corações de gelo...
Felicidade ou infelicidade
Tornaram-se questões de sensibilidade
Empatia ao mundo que te cerca...
E se, assim for,
Deixo a satisfação
A divindade para os egoístas...
nuwanda! Vivo.
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Música
Nos meus olhos tristes
Em minha vociferada melancolia
Olha-me meu amor!
Não com o pessimismo de minhas palavras
Não! Elas nada querem dizer que já não saiba...
Escuta-me como doce melodia
Uma musica! Deixe que te toque
Faça-me sublime como as melodias!
Que nenhuma "poesia" jamais sonhou ousar!
E dance! Embalada em meu olhar triste...
E todos os dias tornam-se amanhecer de domingo!
Onde nós não sairemos de nossa alcova!
Ignora então! Meu realismo tão importuno
Pessimismo malogrado, incômodo!
Baila comigo em meio à loucura desta vida
Já não seremos sozinhos...
Nuwanda.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Adverso
Houve outrora a quietude?
A paz sossegada desta gente?
Equilíbrio desequilibrado dormente?No conforto desta vicissitude?
A quietude do mortos vivos...
Pois na adversidade sou combativo!
Miríades de sonhos descomedidos...
E me cerca esta gente!
Banalidades receosas, descontentes?
E o cotidiano me atomiza...
E acordo do sono destes tristes
E vejo que estou feliz estranhamente...
No descontentamento de minha alegria!
Nuwanda.
domingo, 13 de maio de 2012
Rosa

Tanta coisa importante se esquece
E é preciso uma data consumista
Para dizer que se ama...
Na minha ignorância do dia-a-dia
Na ausência de minhas ações e atitudes
Faço destas palavras minha revelação
Pois você é o motivo de minha existência...
Quantas tribulações passamos
Quantos anos sofremos juntos
Só eu e você sabemos...
Neste dia como quaisquer outro
Faço do meu viver o teu presente
Por que sois o motivo da minha existência...
[Obrigado mãe]
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