
sábado, 24 de julho de 2010
Como você...

Também queria...
Navegar por entre mares
Ter o vento que me leva além dos meus desejos!
Trazendo o ar que eu tanto preciso
Também queria...
Que minhas loucuras fossem coloridas
Ser poeta sem versos nem rimas, como queria...
Queria a doçura e o sabor indescritíveis a cada dia
E no ar pegar as pétalas que flutuam no infinito...
E que talvez um dia nunca consiga...
(...)
Nuwanda...
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Querer

Quero navegar por entre os mares,
Quero vento nas velas de meus desejos.
Quero ventania na minha vida,
Quero cores em meus pensamentos.
Quero ser poeta, mas não quero versos.
Quero palavras doces, mas não quero rimas.
Eu quero sabor para meus dias e sentir a brisa do dia.
Quero ser pétala no ar, como nunca fui um dia...
domingo, 18 de julho de 2010
Glacial
Passos indecisos na escuridão, segue...
Fremente no frio que ele próprio produz,
Não verte mais o fogo de seu coração
Na morbidez azul da morte...Frio...
Ainda segue...
A lareira crepitante apagou
Resta o gelo voraz em suas veias,
Deixando raízes para trás...
Não há luz... Segue?
O movimento de seus passos trás a dor,
Mas não há como parar... Não...
Do teu conforto inerte... Podes ver?
Segue!
Fazendo do teu frio indiferente,
A tua força para ir além...
Dos que um dia ousaram viver,
Para adiante! Da mediocridade...
Nuwanda...
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Desabando

Ó doce dama que não conheço...
Passos rápidos ante meu não saber
Doçura singela nos pequenos gestos
Olhar perdido assim como o meu...
Por que somos almas assim?
Sempre angustiadas eu e você?
Cicatrizando feridas que nem sabemos o porquê?
Nessas lágrimas que só nós podemos ver...
Olho esta chuva que cai continuamente
Será que entende o motivo que esta a desaparecer?
Cada simples gota tem ideia da sua dimensão?
Todos olham em volta esse mundo ordenado!
Por que você e eu não o vemos assim?
Aos nossos olhos o mundo cae em mil pedaços...
Nuwanda...
domingo, 30 de maio de 2010
Daí-me algumas palavras

Dai-me algumas palavras,
- porém, somente algumas! -
que às vezes apetece,
pelos jardins de areia,
colher flores de espuma.
Deixai, deixai,secreto,
o silêncio que dorme
às portas da minha alma,
guardando os labirintos
e as esfinges enormes.
(O silêncio caido
com seus firmes oceanos
- onde não há mais nada
dos litorais do mundo
nem do périplo humano!)
Cecilia Meireles
Quando

Quando olho para mim não me percebo.
Tenho tanto a mania de sentir
Que me extravio às vezes ao sair
Das próprias sensações que eu recebo.
O ar que respiro, este licor que bebo,
Pertencem ao meu modo de existir,
E eu nunca sei como hei de concluir
As sensações que a meu pesar concebo.
Nem nunca, própriamente reparei,
Se na verdade sinto o que sinto. EU
Serei tal qual pareço em mim? SEREI
Tal qual me julgo verdadeiramente?
Mesmo ante as sensações sou um pouco ateu,
Nem sei bem se sou eu quem em mim sente.
(ÁLVARO DE CAMPOS)
sábado, 29 de maio de 2010
Pedaços

Viver é arrancar pedaços!
Partes de outros pra si em puro egoísmo,
Se amalgamar com eles em delírio profundo!
E deixar também pedaços de si no caminho...
Ando sem arrancar pedaços de ninguém...
Despedaçado por tantos outros que também,
Por medo da própria presença,
Roubam-me partes que não são minhas... [Ladrões?
Será esse o sentido do "oco" que a tanto sinto? [ O que me sobra?
Dando esperança a tanta gente!
Como pode ser isso possível?
Se não tenho nenhuma para mim mesmo?
Os pedaços que colo em mim
São pedaços que não aderem, enfim
Neste ser marcado para a solidão...
Nuwanda!!!!!!! [Quando já nos tivermos ido, o que mais vai importar?
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