
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
(In)reflexos...

Para onde foram as palavras?
Os sentimentos de indignação,
Com minha própria vida?
Este que agora vejo reletido, sou eu?
Nem quente nem frio...
Óh! minh'alma volte novamente!
Aqueça minha pele fria, mesmo que seja com dor!
Morte em vida! Indiferença...
Tua falta me leva a isso...
Desdenhar de tudo, inclusive de mim,
Preciso de meu reflexo de volta!
Fugindo de espelhos entre imagens distorcidas...
Quero meu reflexo de volta! Meu querer têm que ser atendido!
Não serei eu mais humano? Desejantemente humano?
.
Nuwanda...sem reflexo...
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Floresta...

Quero as florestas esquecidas
Quero flores e amores...
Quero as copas mais altas, sem temores
Quero surpreender-me nesta louca vida!
Olhar pro céu e vê-lo encoberto pelas folhas
Sentir-me seguro esquecendo tantas dores...
Entre árvores sobre o chão não há predadores...
Será esta a paz que busco? Sem angústias...
Quero a ninfa mais bonita! A mais bela!
Quero dançar segurando a mão de uma donzela!
Rodopiar entre a mágica deste lugar!
Ser acolhido aqui enfim e não mais ser esquecido!
Ser realmente esperado! sentir-se querido!
Neste sonho que criei...Ser amado e também amar...
Nuwanda...Nas florestas entre ninfas....
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Minha cria...

Nesta solidão tão somente!
Vejo espectros que estão muito além...
Correm pelos meus sonhos veemente...
Apontando minhas falhas com desdém!
Correm pelos meus sonhos veemente...
Apontando minhas falhas com desdém!
Abro os olhos fremente!...
Ao meu lado nesta altura não devia haver alguém?
Ando nesta solidão que criei, porque dela sou refém...
Era para ser tudo bem diferente, simplesmente!
Ao meu lado nesta altura não devia haver alguém?
Ando nesta solidão que criei, porque dela sou refém...
Era para ser tudo bem diferente, simplesmente!
Mas nada é simples nesta vida...
Criamos nossas próprias feridas!
Criamos nossas próprias feridas!
E me vejo sem nada que possa ofertar...
Será que nunca haverá pra mim morada?
Qual andarilho que não anseia terminar a jornada?
E depois de alguns segundos novamente caminhar...
Nuwanda...Sem saber...
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Amar

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar
Florbela Espanca
Oculto

Hoje eu busquei a solidão
Corri de todos e de tudo...
Respirei os silêncios ao meu redor
Mirei nos olhos de cada fantasma,
E todos se foram, pelo menos por agora...
Reclusão expontânea...De mim,
O que sobrou afinal?
E porque ainda te sinto aqui comigo?
Logo no momento que expulsei eu mesmo...
Porque insistes em estar aqui?
Cores por trás de cores...
Cheiros por trás de cheiros...
Sabores por trás de sabores...
Palavras por trás de palavras...
Amores por trás de amores...
(...)
Você por detrás de mim....
Nuwanda...mirando vazios...
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Hoje

Andando no caminho errado,
Buscando coisas sem valor,
Jogando crenças pelo caminho
E me apegando a outras tantas...
E hoje paro e olho dentro de mim...
Será que alguma vez já fiz isso?
Olhar para algo que não nos agrada
Hoje me vejo assim:
Sendo algo que nunca quis...
Hoje paro nesta estrada encharcada de tantas coisas...
Retenho-me e olho o caminho percorrido,
Meu mirar é adaga afiada que me enche de cicatrizes...
E mesmo sangrando de joelhos,
Retorno neste caminho, mas não sigo as velhas pegadas...
Hoje vislumbrei um novo caminho!
Talvez nele haja vida enfim...
O que me remete a defenir "vida"
E...Certamente é bem diferente dizem por ai...
(...)
Abismos...
Nuwanda...
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Estranhos...

Que véu é este que cobre nossos olhos?
Para as coisas que estão ao nosso redor...
Que muro intransponível é este?
Porque se torna tão difícil se ver da forma como somos?
Ou nos depreciamos demais...
Ou nos exaltamos demais...
E viva a arrogância!
(...)
Em mim tudo é barreiras, limites...
Força que movimenta tantos outros...[menos a mim...
Vivências forçadas! Ainda assim justificadas?
Cobranças ferrenhas a mim mesmo,
Açoites! Grilhões! Tortura! Lamentos...
(...)
Chega-se o momento do escravo ser liberto!
Do vagabundo a coroa usar!
Do caído levantar do chão a tanto sentido!
Do desprezado, desprezar!
E nesta loucura sem fim...
Hoje vi algo diferente neste estranho que me tomo,
O que foi? Ainda não sei...
Mas algo não esta como antes...
(...)
[talvez num possível final, possa a corda usar, mas hoje não...
Nuwanda...
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