sábado, 15 de junho de 2019

Dias para chorar






Há dias para chorar!
Para perceber que tudo foi em vão
Dias para mesmo assim, seguir?
Encontrar forças para algo tão sem sentido...

Há dias para chorar!
Tantas escolhas erradas, perdidas...
Dias que se foram com as esperanças
E entre os dedos ver que não sobrou nada

Há dias para chorar!
E em um piscar de olhos lembrar de tudo!
Dias que a decepção nos envolve...
Em seus braços olhar para o espelho...

Há dias para amar?
Há pessoas que merecem tal sentimento?
Mas há quem diga que o amor vence tudo!
Não são os poetas? Os que mais criam quimeras?

Nuwanda...

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Metafísica


Com o amor que nunca havia sentido
Achei que poderia superar qualquer coisa!
Falhei... Falhei em tudo...
Vencido por mim mesmo não achei nada...
E talvez tudo seja sonho
Sem propósitos e só temos ilusões de nós mesmos
E não sei o que sou...

E com o amor tentei estar entre as estrelas...
Não tenho mais certeza de nada
O que é real nesta vida?
E um dia sonhei conquistar o mundo!
Criei as mais esplendidas filosofias! 
E me achava sábio! E me achava verdadeiro!
Hoje acordei e tudo é alheio é estrangeiro...
Durmo o dia, perambulo a noite
E o que tanto esperei não veio...
E que não venha! 

Derrotado fiz de mim um estranho
E o que poderia fazer de mim, desisti...
Envelheci... Aquém do que poderia ter sido
E nesses versos inúteis assino minha derrota!
Nada mais preenche o vão que se fez
Mas, tudo morrerá no fim das contas
Nada sobrevive à mediocridade que me rodeia...
A minha mediocridade! E busquei pessoas e busquei auxílio!
E encontrei apenas gente! Gente igual a outra...

E tudo é sonho... Entes vivos em agonia...
Nunca veremos a luz do sol real!
E mesmo achando que tenho toda a razão!
Estou sempre errado! Sempre perdido...
E nunca achado... Nem por mim mesmo...
E ando, e olho, e vivo, mesmo já estando morto...

A via láctea! O universo! Este planeta...
Nada é infinito, nem mesmo meu pensamento...
E tento preencher todo esse vazio com a amargura!
E o desprezo desses versos que nunca foram versos...
Vejo tudo... E não vejo nada!
Invejo a ignorância, invejo os ricos de alma!
E me contento em andar entre qualquer coisa como gente...
Sem sonhos, sem alvoradas, sem qualquer coisa...

Nuwanda? Raul?