
domingo, 22 de maio de 2011
Ruínas

Tragado pelo cotidiano vivido
Decisões limitadas pelo olhar detido
Atomizado pelo desespero de tantas ideologias
Lutando de maneira vã sinto a atrofia...
Quem sabe se enganar melhor?
Perdidos nesta vida sem sentido
Não olhar! Não olhar! Dando vivas ao "criador"
E nas próprias mentiras agradecido...
Ouso olhar essa limitação em que vivo!
Desdenhando da paz que não preciso!
Vendo as minhas verdades deixo de ser cativo...
Quem se iguala aos que podem enxergar?
Quem se iguala dos que ousam pensar?
Além de suas próprias mentiras! E ser combativo?
.
Nuwanda...Rindo dos alicerces caídos.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Sombra

Olho no espelho e não há nada lá...
Apenas o reflexo vazio indizível
Uma escuridão que assusta
De não ver a si mesmo...
Quanto tempo vou levar?
Para ver que ver que não vivo...
Tudo que sou destinado a viver
Posso tanto! Por que não ouso nada?
Na solidão fria de se estar consigo mesmo...
Perdendo tempo que não voltará mais...
Silhuetas sem rosto! Reflexos vazios...
Poemas sem rima sem amor
Vida sem crenças!
Nas felicidades tristes que crio...
Nuwanda... [Na madruga não deve olhar espelhos...
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