
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Sempre Augusto

A ESPERANÇA
A Esperança não murcha, ela não cansa,
Também como ela não sucumbe a Crença.
Vão-se sonhos nas asas da Descrença,
Voltam sonhos nas asas da Esperança.
Muita gente infeliz assim não pensa;
No entanto o mundo é uma ilusão completa,
E não é a Esperança por sentença
Este laço que ao mundo nos manieta?
Mocidade, portanto, ergue o teu grito,
Sirva-te a crença de fanal bendito,
Salve-te a glória no futuro - avança!
E eu, que vivo atrelado ao desalento,
Também espero o fim do meu tormento,
Na voz da morte a me bradar: descansa!
Augusto dos Anjos
domingo, 21 de novembro de 2010
Esquecimento

Esse de quem eu era e que era meu
Que foi um sonho e foi realidade
Que me vestiu a alma de saudade,
Para sempre de mim desapar’ceu.
Tudo em redor então escureceu,
E foi longínqua toda a claridade!
Ceguei,... tacteio sombras... Que ansiedade!
Apalpo cinzas porque tudo ardeu!
Descem em mim poentes de Novembro.
A sombra dos meus olhos, a escurecer...
Veste de roxo e negro os crisântemos...
E desse que era meu já me não lembro...
Ah, a doce agonia de esquecer
A lembrar doidamente o que esquecemos!
Florbela
Que foi um sonho e foi realidade
Que me vestiu a alma de saudade,
Para sempre de mim desapar’ceu.
Tudo em redor então escureceu,
E foi longínqua toda a claridade!
Ceguei,... tacteio sombras... Que ansiedade!
Apalpo cinzas porque tudo ardeu!
Descem em mim poentes de Novembro.
A sombra dos meus olhos, a escurecer...
Veste de roxo e negro os crisântemos...
E desse que era meu já me não lembro...
Ah, a doce agonia de esquecer
A lembrar doidamente o que esquecemos!
Florbela
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Olhares

Por quantos mares naveguei?
Quantas montanhas escalei?
E do abismo? Quantas vezes me joguei?!
Agora, não sei mais onde estou...
Hoje vejo-me da forma que sempre fui
O orgulhoso! O egoísta! O sábio?
Qual o sentido da alteridade?
Palavra que nunca saberei o significado...
Sou o paradoxo entre a empatia e a indiferença
Mas! Ainda assim apaixonado!
Amor! Paixão! Ilusão... [Só amamos por nós mesmos...
Por teu amor não lutarei...
Por meu amor sacrificarei
Tudo que podíamos ter vivido...
[No derradeiro fim, apenas lembranças...
Nuwanda... (aguçando o olhar)
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